quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Bolo de Café - Fotoreportagem

Bate-se, em creme, 1 chávena de açúcar

com 2 colheres de sopa de manteiga




e três colheres de sopa de Nescafé [café solúvel].

Acrescentam-se dois ovos

2 colheres de sopa de mel

uma pitada de canela

e meia colher de chá de sal
até obter uma massa bem homogénea.

Misturam-se 2 chávenas e meia de farinha com
1 colher de chá de fermento e outra de bicarbonato.

E vai juntando ao creme, alternando

com meia chávena de chá de leite. Misture bem.

Unte uma forma com manteiga e farinha ou pão ralado
e vai ao forno entre 180º e 200º graus.

E cá está ele, polvilhado por cima com açúcar.

 Pode ler a receita no original AQUI.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Excertos "gastronómicos" de uma obra do primeiro quartel do séc. XIX

Excertos "gastronómicos", de inícios do séc. XIX, de um livro extraordinário chamado: Scketches of Portuguese Life, Manners, Costume, and Character, by A. P. D. G., London - 1826. Podem folheá-lo CLICANDO AQUI

Sobre alguns produtos "regionais":

E sobre o que os Saloios levavam de Lisboa para as suas casas:

Bolo de Ananás


Bolo de Ananás
 
4 ovos
250 gr de açúcar
250 gr de farinha
150 gr de manteiga
1 colher de fermento.
 
Mistura-se o açúcar com a manteiga, em seguida as gemas e depois as claras em castelo e mexe-se bem. Por fim deita-se a farinha e o fermento, mas não se deve bater muito. [E vai ao forno a cozer].
Em estando frio, abre-se e recheia-se com uma camada de chantilly e rodelas de ananás. Rega-se com parte do molho do ananás. Põe-se a outra parte do bolo, cobre-se novamente com chantilly e rodelas de ananás. Enfeita-se o meio das rodelas de cima com cerejas cristalizadas.
O ananás deve ser previamente arranjado com um pouco de açúcar.

Chantilly

125 g. de natas
1 a 2 colheres de sopa de leite
1 pacote de açúcar baunilhado
1 cubo de gelo (facultativo)

Chantilly: Numa tigela muito fria, misture as natas com um pouco de leite frio até obter a consistência de um creme liquido. Adicione o açúcar baunilhado e, se possível, o cubo de gelo. Bata com uma vara, de preferência de hastes compridas, em ritmo bastante lento, de modo a incorporar o máximo de ar possível no creme. Assim que o creme batido se apresentar espumoso e se agarrar ao batedor, pare imediatamente de bater, para que o chantilly não se transforme em manteiga. Retire o cubo de gelo e conserve em local fresco.

domingo, 31 de janeiro de 2021

Bolo de Café

Bolo de Café

 

3 colheres de sopa de Nescafé
1 chávena de açúcar
2 colheres de sopa de manteiga
2 ovos
2 colheres de sopa de mel
canela e raspa de limão
1/2 [meia] colher de chá de sal
2 chávenas e meia de farinha
1 colher de chá de bicarbonato
1 colher de fermento
1/2 [meia] de chávena de chá de leite
 
Bate-se em creme a manteiga, o açúcar e o Nescafé. Acrescenta-se os ovos, o mel, a canela e o sal até obter uma massa bem homogénea. Mistura-se a farinha e o bicarbonato e o fermento, alternando-o com o leite. tenha uma forma untada e depois de pronto polvilha-se com açúcar.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Tatti-Oggies (Cornish Pasties) - Tatti Oggies (Pastéis da Cornualha)

The Oporto Ladies' Secrets (Segredos das "Senhoras Inglesas" do Porto): Novembro de 1981

Um livro que eu adoro e que já não me lembro de publiquei alguma receita contida nele. É uma edição bilingue, editado no ano de 1981 mas pensado já desde os anos sessenta e que partiu da colecção de "Avó Branca" - através da sua neta Angela Sellers - nada mais nada menos que sobrinha de Bullhão Pato. Mas também apresenta receitas antigas da família Cassels Chambers, Delaforce, Graham, Jennings, Perkins, Reid, Sellers, Symington, Tait... tudo famílias que têm a cidade do Porto na sua história. O livro é dedicado à causa da Unidade Cristã.


Tatti Oggies
(Pastéis da Cornualha) 
 
 A Colecção Nancarrow

As receitas que se seguem fazem parte de uma colecção preparada por uma tal Mrs. Nancarrow, mulher de um lavrador da Cornualha que vivia em Penzance no princípio deste século [XX]. Foram-me dadas pela Jean Pearce, mulher de meu primo, da família Nancarrow, e são todas receitas tradicionais da Cornualha - a maioria delas anotadas como rascunhos num livro de contas da velha Mrs. Nancarrow onde ela tomava nota da colheita de leite das suas vacas e do preço a que o vendia!
São uma contribuição minha, Julie Mae Trevithick Miles, habitante do Porto mas oriunda da terra de Tre... Pol... e Pen... para mostrar que nós, saloios, sabemos cozinhar!

Massa:
1/4 farinha sem fermento
pitada de sal
100 grs margarina (dura)
100 grs gordura cortada

Esfregar a margarina na farinha, juntar a gordura cortada e misturar até formar uma bola, adicionando um pouco de água fria.

Recheio:
200 grs de pá de boi ou fralda
200 grs de batata crua ralada ou couve-nabiça
cebola crua
salsa picada, sal e pimenta

Picar a carne e legumes muito miudinho, juntar a salsa e temperar com sal e pimenta.
Para fazer os pastéis, estender a massa e cortar num círculo grande ou em dois mais pequenos. Pincelar à volta do círculo com leite frio. Colocar o recheio no centro, dobrar a massa a meio sobre o recheio e virar e marcar as bordas. Cozer em forno moderado a quente durante cerca de 1 hora.

Outros recheios:
Nabo picado com manteiga, sal e pimenta.
Ovos cozidos picados, carne picada e salsa.
Alho picado ou cortado com maçã cortada.
Uvas passas e um pouco de especiarias.

Dicionário:
Fralda: Parte da carne de bovino que se situa entre a perna e as costelas.
In: Dicionário Prático da Cozinha Portuguesa, de Virgílio Nogueiro Gomes

sábado, 23 de janeiro de 2021

Bolo de Chocolate


Bolo de Chocolate
 

Manteiga - 160 grs
Açúcar - 160 grs
Amêndoa - 160 grs
Ovos - 4
Chocolate em barra - 160 grs
Fermento - 2 c. de chá
Rhum - 1 cálice bem cheio
Casca de laranja cristalizada - 100 grs.
Farinha 100 grs

Batem-se o chocolate, a manteiga (derretida), açúcar e as gemas. Junta-se a amêndoa, a laranja passadas pela máquina de moer amêndoa e o rhum. Finalmente a farinha com o fermento e as claras em castelo.
Recheia-se com ovos moles e cobre-se com ovos moles ou glacé de chocolate.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Pudim de Senhoras

 

Pudim de Senhoras

1 colher de sopa bem cheia de farinha de maizena e dissolva-se em 1/2 [meio] litro de leite adoçando-o com açúcar, deite-se-lhe depois 1 colher de manteiga com 2 colheres de água de flor de laranjeira.
 
Leva-se tudo ao fogo em um tacho e mexa-se bem; quando a massa engrossar ponha-se-lhe algumas gemas de ovos batidas, envolva-se tudo e meta-se em uma forma de pudim para cozer banho-maria. Tirado do fogo e frio, deita-se-lhe calda por cima e serve-se.

domingo, 17 de janeiro de 2021

Pescada Dourada


 Pescada Dourada
 
Lavam-se e limpam-se postas de pescada. Temperam-se de sal e põem-se numa frigideira com manteiga derretida, sumo de limão, salsa picada e um pouco de pimenta. Tapa-se a frigideira e deixa-se refogar o peixe por espaço de 5 minutos. Depois voltam-se as postas e torna-se a deixar refogar brandamente. À parte cozem-se batatas, passam-se pela máquina, deita-se-lhe manteiga, queijo ralado, pimenta e gemas de ovos. Cobrem-se as postas de pescada com uma camada desta massa, alisando-a bem com uma faca, levam-se ao forno a corar e servem-se com o molho do refogado.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Sopa de Cebola à Moda de Lafões

Chefe Silva: Memórias Gastronómicas (em Lafões). Confraria dos Gastrónomos da Região de Lafões: 2020.p. 31

Sopa de Cebola à Moda de Lafões
 
3 cebolas
2 batatas médias
1 cenoura
1,5 l. de água
100g de unto ou de toucinho gordo
Sal q.b.
1 colher (sopa) de massinhas finas

Descasque as cebolas, lave-as, abra-as ao meio, corte-as em gomos muito finos e leve a cozer em água fria.
Calque muito bem o pedacinho de unto ou toucinho gordo sobre um pouco de sal grosso, apertando bem para que o sal adira à gordura (se for unto, amasse-o depois bem com as mãos até fazer uma bola) e deite-o na sopa e, deixe cozer em lume moderado cerca de 30 minutos.
Descasque as batatas, corte-as em tirinhas finas, lave-as e junte-as à sopa. Descasque a cenoura, rale-a e deite-a também na sopa.
Deixe ferver até as batatas estarem cozidas e, por fim junte as massinhas, mexa e deixe cozer até as batatas começarem a querer desfazer-se.
Retifique de sal, se for necessário e sirva esta deliciosa sopa acompanhada de pão que muitos gostam de esfarelar e juntar à sopa.

Nota: O unto é a banha em rama (antes de ser derretida). Muita gente acha que esta sopa fica melhor sem a cenoura, mas esta dá uma cor mais bonita à sopa.

"Muito simples e agradável. Na região Beirã (Lafões) onde me foi apresentada, é servida geralmente ao jantar como prato único. Acompanhada de pão de milho ou de trigo. Pode experimentar, que é uma delícia. O unto, que refiro, pode ser substituído por toucinho gordo mas, se o usar, deve adicionar à sopa no final 1 ou 2 colheres de azeite."

Chefe Silva: Memórias Gastronómicas (em Lafões)

Chefe Silva: Memórias Gastronómicas (em Lafões). Confraria dos Gastrónomos da Região de Lafões: 2020

A Confraria dos Gastrónomos da Região de Lafões terminou o ano de 2020 em beleza, com a edição desta obra fundamental que celebra a vida de Chefe Silva e a sua ligação com a extraordinária zona de Lafões. Mais do que uma homenagem, é uma saudade do homem que durante anos e anos frequentava as Termas de São Pedro do Sul e travou grandes e longas amizades com gentes locais.

Do receituário incluso no livro, posso salientar a Sopa de Cebola à Moda de Lafões, a Couvada de Oliveira de Frades, Arroz de Pato à Lafões, Arroz de Feira de São Pedro do Sul, Vitela de Lafões, Creme Queimado da Gralheira, entre muitas outras.

O bonito deste livro é que une a Lafões o receituário de Amares e Caldelas [Termas de], locais fundamentais na vida e obra de Chefe Silva. 

O livro pode ser encomendado através da Confraria dos Gastrónomos da Região de Lafões ou contactando a Casa Museu de Vouzela.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Bom Ano de 2021 com novas leituras...



 Antes de mais, gostaria de desejar a todos os amigos do blog As Receitas da Avó Helena e da Avó Eduarda um excelente 2021. Que este ano seja repleto de muita serenidade, muita saúde e paz. E que cá nos continuemos a encontrar e a partilhar experiências e sabores.

Este ano começou, para o blog, com duas aquisições absolutamente extraordinárias: o livro Receitas e Remédios de Francisco Borges Henriques (inícios do séc. XVIII), coordenação de Dulce Freire, e Sabores de uma época: tradições de uma terra, de Josefina Pissara.

- Receitas e Remédios de Francisco Borges Henriques: inícios do séc. XVIII, coord. Dulce Freire. Tipografia Lousanense; Ficta Editora: 2020.

Trata-se, como indicado em subtítulo, de "receitas dos milhores doces e de alguns guizados particullares e remedios de conhecida expiriencia que fes Francisco Borges Henriques para uzo de sua caza. No anno de 1715".

É uma edição cuidada, com uma excelente nota introdutória de Dulce Freire, coordenadora da edição, e que contou com a participação de Anabela Ramos, Ana Isabel Silva, Carlos Manuel Faísca, Filipe Covelo, Inês Gomes e Leonor Garcia, e um estudo profundo intitulado Na Cozinha de um alquimista em inícios do século XVIII, da autoria de Dulce Freire e Anabela Ramos. É de aquisição imprescindível para se perceber o que era o universo da Cozinha no séc. XVIII (e centúria anterior): "Nesse mundo, as cozinhas eram um espaço vital. As quase 400 receitas de doces, guisados e outras iguarias demonstram versatilidade para responder tanto às refeições quotidianas, como ao requinte dos banquetes. Os mais de 250 remédios indicam que as cozinhas eram então laboratórios farmacêuticos, de onde saíam medicamentos para maleitas tão diversas quanto mordeduras de bichos peçonhentos, depressão, infertilidade ou catarro. Existem ainda meia centena de fórmulas para perfumar a casa, cultivar a horta ou limpar os móveis, sem esquecer as rezas e bênçãos apropriadas. Numa época em que os alimentos eram também medicamentos, na cozinha cuidava-se do corpo e da alma, zelando pela saúde e pelo bem-estar de quem fazia parte da casa." [pp. 7-8]

Podem encomendar o livro aqui: https://fictaeditora.pt/product/receitas-e-remedios/

- Pissara, Josefina. Sabores de uma época: tradições de uma terra. Edição Município de Idanha-a-Nova: abril de 2019.

Quem viu a última edição do programa, do ano de 2020, de Visita Guiada, de Paula Moura Pinheiro, sobre Penha Garcia não terá ficado indiferente, seguramente, a uma Senhora extraordinária que ocupou grande parte do episódio. Falo de Josefina Pissarra, uma figura sábia e comovente, mestra herdeira de uma cozinha imemorial, ancestral.Se não viram, convido-vos a verem: https://www.rtp.pt/play/p7378/e512042/visita-guiada

Percebendo a importância da vivência de Josefina Pissara, o Município de Idanha-a-Nova, cumprindo também o seu dever de preservação de memórias, editou um livro extraordinário - desde o design de Paulo Passos/Naperon passando pelas fotografias de Valter Vinagre - com a fixação das receitas e mezinhas de Josefina.

Tal como a vida era vivida em tempos idos nos locais rurais de Portugal, era o calendário, sobretudo católico e agrícola, que ditava o ritmo e os comeres das populações. Assim sendo, o livro encontra-se dividido em capítulos dedicados ao Natal, às Janeiras, Páscoa e período da Quaresma, mas também Romarias, a Ceifa e a Malha, etc. Tal como a vida, também este livro não tem um índice, pelo que somos mesmos obrigados a folheá-lo para percorrer estes cheiros e sabores de Penha Garcia.

Podem encomendar o livro mandando e-mail para Alcina Marques, da Câmara de Idanha-a-Nova: alcina.marques@cm-idanhanova.pt. O valor total é 20.90€ (15.00€ do livro e 5.90€ de portes).

domingo, 6 de dezembro de 2020

Bolo de Capa Dourada

 

Bolo de Capa Dourada

 
Farinha - 130 grs.
Açúcar - 125 grs.
Miolo de Amêndoa - 125 grs.
Manteiga - 125 grs.
Claras de Ovos - 12
Gema de ovo - 1
Fermento em pó - 1 colher de sopa rasa
Creme dourado - receita seguinte
 
Bate-se a manteiga amolecida em banho-maria juntamente com o açúcar, a gema de ovo e uma das claras até engrossarem. Adiciona-se-lhe a amêndoa, previamente pelada e bem pisada e depois a farinha peneirada com o fermento, pouco a pouco, batendo sem parar até a massa ficar muito bem ligada.
Batem-se as claras em castelo muito firme e envolvem-se no preparado, levemente, sem tornar a bater.
Vai a cozer em forno moderado em forma untada e forrada. Depois de arrefecer cobre-se com o creme.
 
Creme Dourado
 
Açúcar - 180 grs.
Manteiga sem sal - 100 grs.
Gemas de ovos - 5
Baunilha em pó - 1/4 [um quarto] de colher de café

Ferve-se o açúcar com 2 dl. de água até ponto de espadana. Tira-se, deixa-se amornar, juntam-se as gemas já batidas e volta a lume muito brando, mexendo continuamente até querer levantar fervura.
Retira-se do lume e bate-se com a manteiga e a baunilha. Emprega-se imediatamente.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Castanhas de Ovo de Viseu

Receitas de Cozinha e Doçaria Portuguesa - Colecção das receitas premiadas no Concurso de Cozinha e Doçaria Portuguesa
realizado em 1962 com a colaboração da RTP - edição da Secretaria de Estado da Informação
e Turismo: Direcção-geral do Turismo. Lisboa, Editora Panorama: 1971 - p. 87/88

2º Prémio

 Castanhas de Ovos de Viseu
Alda de Azevedo Perdigão de Almeida Dias Branco Rodrigues
 
250 g. de açúcar pilé
20 gemas de ovos

Põe-se o açúcar em ponto de rebuçado. Deixa-se esfriar um bocado. Juntam-se-lhe as gemas, que já devem estar levemente batidas, e leva-se novamente ao lume, mexendo de um lado para o outro. Sabe-se que a massa está cozida quando se despega do tacho.
Tira-se a massa do tacho e deixa-se arrefecer completamente, podendo mesmo deixá-la de um dia para o outro.
Tendem-se as "castanhas" com um pouco de farinha, untando-as com gema de ovo previamente misturada com umas gotinhas de água, fazendo uns riscos com as costas de uma faca.
Assam-se em lume forte de brasas, espetadas num pau fininho, que pode ser de espeto de palmeira.

Receitas de Cozinha e Doçaria Portuguesa


 Este livro já é um pequeno clássico, que conheceu duas edições - em 1971 e 1972 - e resulta de um concurso de Cozinha e Doçaria Portuguesa realizado em 1962 pela RTP.

Receitas de Cozinha e Doçaria Portuguesa - Colecção das receitas premiadas no Concurso de Cozinha e Doçaria Portuguesa realizado em 1962 com a colaboração da RTP - edição da Secretaria de Estado da Informação e Turismo: Direcção-geral do Turismo. Lisboa, Editora Panorama: 1971

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Fábrica Indústria Nacional da Pampulha de Bolachas e Biscoitos

Fábrica Indústria Nacional da Pampulha de Bolachas e Biscoitos
Le Panthéon de l'industrie : journal hebdomadaire illustré: 01 de Agosto de 1892
Informação complementar no blog Restos de Colecção: https://restosdecoleccao.blogspot.com/2016/09/fabrica-de-bolachas-da-pampulha.html

Companhia Nacional de Conservas de Lisboa


 E do mesmo periódico, a Companhia Nacional de Conservas de Lisboa.
Le Panthéon de l'industrie : journal hebdomadaire illustré: 01 de Agosto de 1892

Link BNF:
http://catalogue.bnf.fr/ark:/12148/cb32831811r

Fábrica Popular de Bolachas e Biscoitos de Lisboa


 E do mesmo periódico, a Fábrica Popular de Bolachas e Biscoitos de Lisboa.
Le Panthéon de l'industrie : journal hebdomadaire illustré: 01 de Agosto de 1892

Link BNF:
http://catalogue.bnf.fr/ark:/12148/cb32831811r

Licores e Xaropes da Fábrica Âncora.



 Retirado de um jornal francês, eis a história da célebre fábrica de licores e xaropes "Âncora". Muito interessante de ler.

Le Panthéon de l'industrie : journal hebdomadaire illustré: 01 de Agosto de 1892
Informação complementar no blog Restos de Colecção: https://restosdecoleccao.blogspot.com/2019/07/fabrica-ancora-de-licores.html

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Distribuição de ração quente a soldados portugueses entrincheirados


 Distribuição de ração quente a soldados portugueses entrincheirados

Five soldiers are standing in a trench. The trench is relatively wide and more than a person deep. Along the right side it is topped by tall grasses and bushes and lined with duckboards. The other side of the trench is open and lined with sandbags. The bottom of the trench is covered with duckboards of varying heights and one of the soldiers is standing on one of these platforms. Two of the soldiers have vats or canteens on their backs while another soldier ladles liquid out and into his mug. Due to the distance and amount of soldiers involved on the Western Front, hot food was difficult to distribute and at the whim of any disruption. [Original reads: 'OFFICIAL PHOTOGRAPHS TAKEN ON THE BRITISH WESTERN FRONT. Portuguese in the trenches. Arrival of hot rations.']

National Library of Scotland: https://digital.nls.uk/74547112

Cozinha das Tropas Portuguesas na Grande Guerra


Cozinha das Tropas Portuguesas na Grande Guerra

The photograph is dominated by a kitchen unit on carriage wheels. Although this piece of equipment looks more like an engine it is in fact comprised of different types of ovens, grills and 'bain maries'. The doors and lids are all clearly visible. One of the soldiers is leaning up against the edge of the van while another soldier is leaning across the wheel to peer into one of the pots. Three other soldiers are standing around looking on. The landscape is dusty and sunny with small bushes framing the horizon. This photograph shows that regardless of the nationality of the army, the logistics faced and services required by the soldiers were the same. [Original reads: 'OFFICIAL PHOTOGRAPHS TAKEN ON THE BRITISH WESTERN FRONT. Portuguese cooks.']

National Library of Scotland: https://digital.nls.uk/74547092

domingo, 15 de novembro de 2020

Peixe ao Sal da Cunhada Raquel

Peixe ao Sal

Cobrir a parte de baixo do tabuleiro com sal [se usarem o tabuleiro de metal que normalmente vem com os fornos, sugiro forrar primeiro com papel de alumínio e só depois colocar o sal].

Colocar o peixe [Robalo ou Dourada ficam excelentes; cuidado que o peixe poderá ser limpo por dentro mas aconselha-se a não tirarem as escamas para que não fique depois demasiado salgado]. Ter atenção que se deve encerrar a barriga do dito, com um palito ou linha (para não entrar sal para o interior).

Cobrir o peixe com sal (se a cabeça ficar menos bem tapada não faz mal).

Forno a 180º graus, 40 a 45 minutos. [Eu coloquei com ambas as resistências ligadas, a superior e a inferior, e o tabuleiro sensivelmente a meio.]

Pode aromatizar-se o sal, se quiserem, com raspas de lima, limão ou especiarias [eu coloquei sumo de meio limão por cima e uma mistura de "ervas de Provence"].

sábado, 14 de novembro de 2020

Batatas Fritas para Chá ou Café com Leite

O Cozinheiro, Confeiteiro e Licorista Moderno. Lisboa -
Na Typ. de Mathias José Marques da Silva, 1848, p. 238

Batatas Fritas Para Chá ou
Café Com Leite

Descascadas as batatas grandes e brancas parti-as em rodas delgadas; derretei manteiga de vaca, misturando-lhe duas colheres de azeite; frigi as batatas até o ponto de ficarem duras, tesas, e louras; escorrei-as bem sobre peneiro de cabelo, e quando secas servi-as em lugar de biscoito; quentes, ou frias é um excelente substituinte de fatias torradas.

Nova aquisição: O Cozinheiro, Confeiteiro, e Licorista Moderno

O Cozinheiro, Confeiteiro e Licorista Moderno. Lisboa -
Na Typ. de Mathias José Marques da Silva, 1848 - 328 pag
 
No dia 13 de Novembro consegui adquirir, para a biblioteca do Blog, este maravilhoso livro de 1849, intitulado O Cozinheiro, Confeiteiro, e Licorista Moderno, publicado em Lisboa pela Tipografia Mathias José Marques da Silva. A obra resulta de uma espécie de "o melhor da" Arte da Cozinha, de Domingos Rodrigues, que conheceu múltiplas edições com inúmeros acrescentos, a saber e disponíveis na Biblioteca Nacional Digital:
 
 
 
 
É uma obra incontornável na história da gastronomia portuguesa... quem sabe se um dia não fará também parte da biblioteca do Blog.
 
Divirtam-se!

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Um Pouco de Etiqueta


 

Toucinho do Céu com Toucinho da Terra


Carlos Bento da Maia, Tratado Completo de Cozinha e de Copa,
edição de 1904. pag. 652

 Toucinho do Céu Com Toucinho da Terra

Toucinho fresco - 100 gr.
Farinha de trigo - 100 gr.
Açúcar pilado - 1000 gr.
Gemas de ovos - 20 (300 c3)
Claras - 2 (50 c3)
Vidrado de limão finamente ralado - 1
Canela em pó - 10 gr.
Miolo de pão ralado - q.b.
Açúcar para polvilhar - q.b.
 
Toma-se o toucinho, sem o coiro, corta-se em pedaços e passa-se pela máquina de picar tantas vezes quantas sejam necessárias para ficar em polpa fina. Dissolve-se o açúcar em metade do seu peso de água e leva-se ao lume, até que a calda chegue a ponto de espadana. Nesta calda deita-se uma mistura intima da polpa de toucinho com a farinha, mexe-se bem e deixa-se ferver um pouco, tira-se depois do lume, incorporam-se as gemas de ovos bem ligadas com as claras, o vidrado do limão e a canela. Leva-se novamente a massa ao lume a levantar uma pequena fervura, mexendo sempre com uma colher de pau, para não deixar pegar a massa.
Se a massa estiver em consistência conveniente, deita-se numa fôrma bem untada com manteiga e polvilhada com farinha e leva-se ao forno a cozer, resguardando bem a massa do excesso de calor. Se a massa estiver branda, pode levar-se à consistência devida pela adição de miolo de pão ralado e peneirado.
Depois de cozido o bolo, que deve ter a forma de queijo, polvilha-se com açúcar refinado ou unta-se com massa de açúcar ligado com sumo de limão (verniz para doces).

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Bacalhau à Daniel

Bacalhau à Daniel

Deita-se bastante cebola às rodas numa frigideira com suficiente azeite a ferver e, quando este principiar a estalar, juntam-se batatas cozidas partidas aos bocados, e deixa-se ferver até ficarem loiras. Deita-se então o bacalhau cozido e partido às lascas, pimenta e salsa picada, ficando a ferver durante algum tempo. Coloca-se depois num prato coberto, conservando-o bastante tempo ao calor do lume.

Um pouco de etiqueta


 

terça-feira, 10 de novembro de 2020

Cozinha Comigo, com Joaquim Amaral

 


Hoje não vos trago uma receita mas um conjunto delas. Este projecto, Cozinha Comigo, tem à sua frente um querido primo (filho de um irmão da minha Avó Eduarda, que todos vocês já conhecem), o Joaquim Amaral. 

De forma descomplicada, didáctica e acessível a todos, o Amaral leva-lhe a cozinhar, "em tempo real", autênticas memórias de sabores. Veja por si mesmo... e delicie-se!

Subscreva a página Cozinha Comigo nas diferentes plataformas (ou conjugue Instagram/Facebook com Youtube) pois é usual o Amaral apresentar-lhe a lista de compras e o material necessário à iguaria que vai ser preparada no dia seguinte, para que assim não lhe falte nada para a feliz execução da receita:

Youtube: Cozinha Comigo no Youtube 

Instagram: Cozinha Comigo no Instagram

Facebook: Cozinha Comigo no Facebook 

Twitter: Cozinha Comigo no Twitter


segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Taças de Laranja


Taças de Laranja
 
Ingredientes:
1 litro de leite
100 g. de açúcar
4 gemas
50 g. de farinha
a casca ralada de 2 laranjas
um cálice de Cointreau

Para guarnecer:
gomos de laranja pelados
120 g. de açúcar

Preparado - Bater muito bem as gemas com o açúcar numa caçarola. Quando se apresentar homogénea e macia esta mistura, um pouco espumosa, acrescentar a casca ralada de laranja (só o vidrado, sem a parte branca) e a farinha. Continuando a mexer, de preferência com as varas, juntar também o leite quente, pouco a pouco. Levar a lume brando, sempre batendo com as varas até ferver. Retirar a caçarola do lume, sempre mexendo, deixar amornar e acrescentar o Cointreau. Pelar ao vivo os gomos de laranja e mergulhá-los nos 120 g. de açúcar que se leva a ponto de caramelo. Decorar cada tacinha com os gomos de laranja e algumas folhinhas de laranjeira, se for possível arranjar. Salpicar com o resto do caramelo, endurecido e depois ralado.
Manter no frigorífico até ao momento de servir.

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Broas de Milho

 

Eis que foi adquirido num leilão mais um dossier de receitas manuscritas e recortes de imprensa, vindo sabe Deus de onde. De doces a salgados, muito se pode encontrar nesta recolha.

Começo hoje por vos mostrar a receita de Broas de Milho. Espero que gostem...

 

Broas de Milho
 
Açúcar - 2 chávenas
Banha - 1 colher de sopa
Canela - ao gosto
Farinha de milho - 2 chávenas
Farinha - 2 chávenas
Limões - raspa de 1
Manteiga - 1 colher de sopa
Ovos - 4

Peneiram-se as farinhas, juntam-se-lhe os outros ingredientes (por vezes tem de juntar mais ovos) e depois de amassados tendem-se as broinhas que se levam ao forno em tabuleiro untado e polvilhado de farinha para cozerem.

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