segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Bolo de Chocolate Para o Chá (com Glacê de Chocolate)

Revista Banquete, nº 19,Setembro de 1961, pág. 22


Bolo de Chocolate 
Para o Chá

Primeiro, batem-se 400 grs. de açúcar com 170 grs. de manteiga. Acrescenta-se-lhe 4 gemas de ovos. Estando a massa bem ligada, diluem-se 200 grs. de chocolate Belleville em duas chávenas de leite, que se incorpora à massa, depois de o leite arrefecer, alternando com 600 grs. de farinha, previamente misturada com 4 colheres rasas de fermento em pó.
Quando já estiver tudo bem ligado, batem-se as claras em castelo e adicionam-se levemente ao restante preparado.
Deita-se a massa numa forma grande, comprida, geralmente utilizada para bolo inglês, ou num tabuleiro grande. Em qualquer dos casos, deve-se previamente untar e enfarinhar o molde.
O bolo coze num forno moderado, durante cerca 40 minutos; e, depois de cozido, arrefece-se sobre uma grade.
Depois de frio, cobre-se com glacê de chocolate. Se se tiver cozido o bolo num tabuleiro, corta-se depois em quadrados.

Glacê de Chocolate

Partem-se 250 grs. de chocolate para um tacho, onde se deitam também 3 colheres das de sopa de água. Deixa-se amolecer completamente, sem mexer, e só quando estiver derretido se lhe acrescenta a manteiga e se bate vigorosamente com uma colher de pau, para a mistura ficar muito lisa.
Deita-se a cobertura sobre o bolo, espalha-se rapidamente, com uma espátula, e decora-se com meias nozes ou amêndoas.

sábado, 26 de janeiro de 2019

Pão de Queijo e Sopa de Puré Duquesa

Da Cozinheira Desconhecida

 Pão de Queijo

12 col. de sopa de farinha triga
1 col. de sopa de fermento em pó
1 colher de chá de sal
1 colher de sopa de manteiga
1 xicara de leite
1 ovo batido
1 colher das de chá de açúcar
queijo q.b.

Mistura-se a farinha com o fermento e o sal, e acrescentam-se-lhes os outros ingredientes pela ordem em que vem mencionados.
Trabalha-se a massa até ficar bem ligada; estende-se com o rôlo, sobre um pano, e cortam-se os pães redondos, colocando, no centro de cada, um pedacinho de queijo.
Cozem em forno quente.

Sopa de Puré Duquesa

Lave as batatas e deixe-as ferver, descascando-as logo em seguida. Passe-as pelo "passevite" e deite directamente o puré obtido numa panela que contenha no fundo um pouco de leite, permanecendo esta no canto do fogão para não arrefecer. Separadamente, bate-se um ovo e mistura-se ao puré, rectificando-se os temperos. Deita-se uma boa porção de caldo de carne ou simplesmente água a ferver e mistura-se tudo. Polvilha-se a sopa obtida com salsa picada.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Queijadas de Sintra, por sugestão de Eça de Queiroz.


Beatriz Berrini e Maria de Lourdes Modesto, Comer e Beber com Eça de Queiroz,
 Lisboa, Edições Aletheia, 2014, p. 134/135


Queijadas de Sintra

Ingredientes para 12 queijadas

Para a massa: 250 g. de farinha, 1 colher de sopa de manteiga ou de banha; água; sal.

Para o recheio: 400 g. de queijo fresco sem sal; 350 g, de açúcar; 4 gemas; 60 g. de farinha; 1 colher de café de canela em pó.

De véspera, peneira-se a farinha em monte, faz-se uma cova no meio onde se deita a gordura quente. Mistura-se.
Depois vai-se adicionando água morna temperada com sal, aos pinguinhos e amassando.
Sova-se bem a massa e deixa-se descansar coberta com um pano sobre o qual se coloca outro molhado.
No dia seguinte prepara-se o recheio: reduz-se o queijo a puré, junta-se-lhe o açúcar, as gemas, a farinha e a canela. Mistura-se tudo muito bem.
Estende-se a massa muito fina com o rolo e farinha. Corta-se a massa em círculos com 9 cm de diâmetro.
Com uma tesoura dão-se quatro golpes nos bordos da massa (para enconchar) e com estes círculos de massa forram-se forminhas com o fundo abaulado. Enchem-se com o preparado de queijo e levam-se a cozer em forno muito quente durante cerca de 15 minutos.

"Ega ia largar atarantadamente o embrulho, para apertar a mão que Maria Eduarda lhe estendia, corada e sorrindo. Mas o papel pardo, mal atado, desfez-se; e uma provisão fresca de queijadas de Sintra rolou, esmagando-se, sobre as flores do tapete. Então todo embaraçado findou através de uma risada alegre..."
(Os Maias)

sábado, 5 de janeiro de 2019

Tarte de Maçã (Rosário) - Fotoreportagem

 BASE
Junta-se todos os ingredientes:

250 gr. de farinha

1 gema

1 colher de sopa de açúcar

1 colher de chá de fermento

150 gr. de manteiga ou margarina

mistura-se tudo muito bem, com as mãos.
Depois deixa-se descansar um pouco a massa
e depois forra-se a forma depois de untada com margarina.

Corta-se umas 4 maçãs às tirinhas muito fininhas e põem-se em vinho do Porto.
Enche-se a torteira com a maçã
 e cobre-se com o seguinte creme.

CREME:

Derrete-se 2 colheres de sopa de manteiga com 375 gr. de açúcar ao lume

e junta-se 3 ovos inteiros mas 1 por 1.

Depois de bem mexido

deita-se o creme por cima das maçãs e vai ao forno.
P.S. O vinho do Porto das maçãs pode-se acrescentar ao creme.

E está feito. Uma belíssima Tarte de Maçã e Vinho do Porto que é super saborosa, óptima consistência e muito simples de ser feita. Resulta muito bem e fez enorme sensação. Polvilhada de canela e acompanhada por uma bola de gelado é sucesso garantido. Experimente e diga-me da sua experiência. 
A dose é bastante generosa. A minha tarteira revelou-se até bastante pequena para o volume de maçãs e de creme.
 
Ora veja que bonita fica:


Veja a receita da Tarte de Maçã (Rosário) aqui.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Quindins


Quindins

12 gemas
3 claras
50 gr. de açúcar
1 côco ralado
1 colher das de sopa de manteiga
1 colher das de sopa de farinha de trigo
1 pitada de sal

Batem-se as gemas com as claras e, depois de bem batidas bota-se o açúcar, a manteiga, a farinha e o côco ralado.
Vaza-se o preparado em formas untadas, e leva-se ao forno a cozer. Depois de tiradas põem-se em formas de papel.

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Doce de Castanhas

Compotas de Frutas, Geleias e Marmeladas, por Aguilar Lozano, 
Porto: Livraria Civilização. 1996 - p. 19


Doce de Castanhas

Porções:
5 quilos de castanhas, 5 quilos de açúcar e duas vagens grandes de baunilha.
Cozem-se as castanhas em água salgada, dando-lhes previamente um corte fundo. Pelam-se e passam-se por peneira. À parte faz-se uma calda um pouco espessa, deita-se dentro o puré de castanhas e a baunilha e deixa-se cozer lentamente durante meia hora, mexendo sempre. Quando está espesso e um pouco frio, mete-se em vasilhas.

Receitas do Convento dos Cardaes, de Graça Sá-Fernandes

Receitas do Convento dos Cardaes, por Graça Sá-Fernandes, Lisboa, Abril de 2015. Editorial Althum.com


De há uns anos a esta parte que, chegado o mês de Dezembro, há uma autêntica romaria dos lisboeta para a Rua do Século. A razão é simples: abrem-se as portas do magnifico Convento dos Cardaes para um mês de excelentes iguarias, quer em frascos e saquinhos na sua venda de Natal, quer sentados à mesa a saborear um almoço, brunch ou lanche, sempre com a supervisão da incansável Irmã Ana Maria Vieira.

Este livro, de uma simplicidade e bom gosto a par com o Convento, divide-se entre as receitas do Convento - Entradas e Acompanhamentos, Sopas, Peixes, Aves e Carnes, Bolos e Doces, Compotas, Conservas e Licores, - que não raras vezes nos são servidas - e uma segunda parte intitulada Jantares com Chefs. 
É um livro para se usar... ler e comer! Excelente prenda de Natal. À venda na loja do Convento dos Cardaes por €17.

Sobre o Convento dos Cardaes, aqui fica a Irmã Ana Maria com Paula Moura Pinheiro, no programa Visita Guiada: https://www.rtp.pt/play/p2366/e241334/visita-guiada

Novas Aquisições


Novas aquisições para a Biblioteca do Blog As Receitas da Avó Helena e da Avó Eduarda.

Bolachas Alfacinhas


O Tesouro do Lar - Receituário Doméstico: Lisboa - Editorial Minerva s/d. p. 153

Bolachas Alfacinhas

Amassam-se, numa vasilha vidrada: 150 gramas de açúcar, 30 gramas de manteiga derretida, 13 ovos, o suco de 2 limões, uma colher, das de chá, de canela, e farinha de trigo flor, até formar massa consistente. Estende-se a massa, depois de bem batida, em uma camada muito fina, cortam-se as bolachas com formas de folhas, dispõem-se num tabuleiro e vão ao forno a cozer.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Pudim de Pão dos Açores

Margarida Noémia, Selecção Culinária, Vol. III. Lisboa: Publicações Mocho, 
Junho de 1981, p. 877

Pudim de Pão dos Açores

Escalda-se o miolo de um pão com meio litro de leite a ferver. Deixa-se embeber bem, antes de lhe juntar duzentas e cinquenta gramas de açúcar, uma colher, das de chá, de manteiga, dois ovos, casca de um limão ralado, passas, canela a gosto, misturando bem.
Leva-se ao forno em forma untada de manteiga.

(Receita oferecida pela prima Maria Fernanda, retirada de
um velho livro de sua mãe)

Arroz de Chocolate

Irene Vizi, Cozinha no Lar. Edição Unibolso Duplo, Lisboa: 1975, p. 190

Arroz de Chocolate

1 litro de leite
125 g. de chocolate
65 g. de açúcar em pó
50 g. de manteiga fresca
200 g. de arroz
Chantilly

Lava-se o arroz e enxuga-se.
Põe-se ao lume a ferver o leite e o chocolate ralado; logo que comece a ferver, deitam-se o arroz, o açúcar e a manteiga. Cobre-se e deixa-se cozer em lume muito brando.
Estando cozido o arroz, passa-se uma forma de pudim, com buraco no meio, por água fria, vaza-se para dentro a mistura e guarda-se em lugar frio para esfriar.
Tirando da forma, enfeita-se com chantilly.

Cozinha no Lar, de Irene Vizi e Selecção Culinária, de Margarida Noémia



Duas novas aquisições para a biblioteca do Blog As Receitas da Avó Helena e da Avó Eduarda. 

Da Irene Vizi, figura algo misteriosa para mim, o livro Cozinha no Lar. Publicado em 1975, em Lisboa, pela Unibolso Duplo/Editores Associados. 
Trata-se de um livro generalista, que vai das sopas aos doces, passando por especialidades estrangeiras, sumos ou licores. 

Da famosa e prolifera Margarida Noémia, cá temos o terceiro volume da sua Selecção Culinária, com a parte dedicada a doçaria e sobremesas. Publicada esta edição em Junho de 1981, Lisboa: Publicações Mocho.
Imprescindível.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Brazo de Gitana (receita galega)

Revista Brotéria - Vulgarização Científica, ano XVI, Novembro de 1918. Capa. Assina: Adelina


Brazo de Gitana
(receita galega)

Partem-se ovos, segundo a quantidade que se desejar, separando as claras das gemas. Nestas deita-se uma colher (das de sopa) de açúcar por gema, e batem-se muito bem. À parte, batem-se as claras até ficarem como neve, ou, como se costuma dizer, até chegarem ao ponto; misturam-se com as gemas, e juntam-se-lhe 110 gramas de farinha triga por dúzia de ovos. Mexe-se tudo muito bem, e leva-se ao forno numa forma rectangular de lata, forrada de papel branco [calculo que seja Papel Vegetal]. Deve haver grande cuidado em não deixar queimar o doce. Só a experiência poderá mostrar o tempo que deve estar no forno. Isto depende do grau de calor que deve ser bastante intenso, do tamanho da forma e da espessura da camada que se deita dentro. Com o calor, o brazo de gitana incha, levanta e torna-se fofo e louro. Para saber quando está pronto, regulo-me pela cor e meto-lhe também uma agulha, para ver se está suficientemente teso. Tirado do forno, dobra-se ao comprido duas ou três vezes, de modo que na travessa venha a imitar um braço. Adorna-se a travessa a gosto da cozinheira, por exemplo com variadas frutas de conserva. [Eu arriscaria a sugerir fios de ovos, ovos moles ou compotas].
É fino e excelente, quando bem feito.

Adelina

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Flan Espanhol... não recomendado!


Flan Espanhol

6 gemas, 1 clara, 6 colheres das de sopa de açúcar, 1 chávena das de café de água fria. Mistura-se tudo muito bem batido e leva-se ao forno em forma untada de manteiga. Pode substituir-se a água por Vinho do Porto, mas fica melhor com a água. (Não presta).

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Areias de Cascais


Areias de Cascais

Manteiga - 200 gr.
Açúcar - 150 gr.
Farinha - 300 gr.

Bate-se a manteiga com o açúcar muito bem ligado; depois junta-se a farinha.
Fica a massa mole fazendo os bolos com as mãos, com o feitio de bolos e sobre o comprido.
Vão ao forno em latas sem ser untada.

Existe outra receita, já experimentada e aprovada, em Bolinhas de Areia.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Modo de Frigir Batatas, por Ramalho Ortigão

Autores Vários: O Cozinheiro dos Cozinheiros, Edição de Paul Plantier, 
Lisboa, 1877 - 2ª Edição. Pág.709

Modo de Frigir Batatas

(...)
Apercebo-me mandando vir de Cintra a manteiga mais fresca, e compro as melhores batatas que encontro. Depois disto vou para a cozinha e sento-me à banca das operações. Descasco as batatas cruas, aparo-as escrupulosamente e parto-as em fatias de meio dedo de grossura. Em cima de lume muito brando, quase de um rescaldo, coloco a minha frigideira de porcelana, lanço-lhe um bocadinho de manteiga e vou alourando pouco e pouco, branda e sucessivamente as minhas rodelas. É uma operação para que se não quer pressa, mas dedicação, mimo e paciência.
Depois de meio-fritas as batatas, vou as retirando e pondo à janela, ao ar. Terminado este primeiro serviço, faço atear uma forte fogueira e reponho no lume a frigideira com um grande naco de manteiga. Quando esta derretida principia a saltar em bolhas de fervura lanço-lhe outra vez as batatas, que a esse tempo devem estar já frias. As batatas afogadas na manteiga em ebulição empolam então pronta, rápida, portentosamente e cada uma das rodelas toma logo uma forma esférica. É admirável, é quase miraculoso o resultado deste processo. A batata fica fofa, amanteigada, farinhenta, inchada, leve e mole como uma filhó ou como um sonho!

Ramalho Ortigão

domingo, 16 de setembro de 2018

Napolitanas


Napolitanas

Ovos - 4
Manteiga - 1 colher das de sopa
Farinha - Quanto baste para amassar

Batem-se muito bem os ovos, depois mistura-se a manteiga derretida. Torna-se a bater um pouco mais, vai-se deitando a farinha até a massa estar boa para se poder enrolar à mão. Depois de a massa estar boa, faz-se um rolo delgado, e parte-se em bocadinhos e enrolam-se de forma em que fiquem pouco mais ou menos da grossura e comprimento de um dedo.
Depois de estarem todos enrolados, fregem-se em banha. Depois de fritos, faz-se uma calda de açúcar bastante forte, como sendo para cavacas, e mergulham-se  no açúcar e deixam-se a secar.

sábado, 15 de setembro de 2018

Sopa de Cebola à Francesa

Margarida Noémia, Selecção Culinária - vol. I, Lisboa: Publicações Mocho, Junho de 1981, p. 108

Sopa de Cebola à Francesa

Põe-se num recipiente "pirex" redondo e fundo, pão cortado às fatias finas e queijo ralado, às camadas, até o prato estar quase cheio. Faz-se, num tacho à parte, um refogado com bastante cebola picada grossa e um dente de alho cortado miudinho, um grande bocado de manteiga e um fio de óleo. Deixa-se cozer a cebola em lume brando e quando começar a aloirar deita-se água suficiente para molhar bem o pão.
Deita-se este molho no "pirex" e tapa-se até o pão estar bem embebido.
Cobre-se com outra camada de queijo ralado e vai ao forno bem forte a tostar.
Serve-se no mesmo prato em que vai ao forno.

(Receita gentilmente enviada pela Exª Srª D. Maria José Barreiro)

Seleccção Culinária, de Margarida Noémia


Mais um livro para a biblioteca do blog As Receitas da Avó Helena e da Avó Eduarda. Trata-se do primeiro volume da obra de Margarida Noémia, Selecção Culinária, Lisboa: Publicações Mocho, Junho de 1981.
Trata-se de um livro completo, com tabelas de valor energético dos alimentos, pesos e equivalências e até um pequeno dicionário de termos culinários e regras de etiqueta. Não escapa nem falta nada neste volume... minto... falta o que me é mais querido... os doces. Devem ter ficado para o volume II.

De qualquer forma, é um livro a que, seguramente, voltarei.

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Marmelada (Avó Bi)

Marmelada
(Avó Bi)

Lavam-se, descascam-se e descaroçam-se os marmelos. Retira-se igualmente todas as manchas ou partes apodrecidas.
Pesam-se e põem-se a cozer.
Depois de cozidos passam-se com a varinha mágica (tem de ser pouca quantidade de cada vez).
Para o peso dos marmelos, utiliza-se um pouco menos em açúcar.
Este, coloca-se num tacho suficientemente grande, adicionando água q.b. para o dissolver.
Deixa-se ferver, mexendo de vez em quando até atingir um ponto grosso quase de estrada.
Verte-se no tacho a massa dos marmelos, deixa-se ferver, mexendo muito bem, para que o açúcar introduza bem (cerca de cinco minutos).
Já fora do lume, bate-se mais um pouco o que ajuda a arrefecer a massa.
Deita-se em taças, deixa-se secar ao ar, após o que se cobre com papel celofane.

(5 kg de marmelos limpos, dá cerca de 10 taças de marmelada).


domingo, 2 de setembro de 2018

Parrameiros: Bolos de Casamento. Receita de Beatriz Luísa Rosa

Receitas de Vida... Sentimentos com sabor.
Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Lisboa: 2013, p. 94


Parrameiros:
bolos de casamento

Farinha de trigo do moleiro
Água
Sal
1 ovo
Erva-doce
Fermento (a massa de pão ficava de uma semana para a outra. No dia anterior juntava-se água e farinha)

Num alguidar de barro, pôr a farinha e fazer um buraco ao meio, onde se põe água tépida, o fermento, o sal, ovos e a erva-doce.
Amassar a massa muito bem, como se fosse pão, e depois polvilhar com farinha.
Sobre a massa dizia-se: Deus te ponha virtude, cá por mim fiz o que pude. Deus te acrescente para a boca de muita gente.
A massa fica a repousar e a crescer 2 horas.
Em seguida, tirar pequenas porções de massa para cima de uma mesa enfarinhada e fazer um rolo que se tende em forma de ferradura.
Levar a cozer em forno de lenha quente.
Nessa altura, depois dos bolos cozidos, fazia-se uma boneca de pano (trouxa de pano) para passar os bolos com gema de ovo batido de forma a ficarem brilhantes.
A receita era simples, como tudo era simples!
Esta receita foi transmitida pela Sra. Dona Beatriz Luísa Rosa (que devia ser da zona de Mafra, calculo, pois de lá são característicos os Parrameiros). Querem saber mais? Ora vejam em baixo...


"A minha avó Luísa era boleira e vendia os seus bolos de porta em porta aos domingos, nas festas da zona, assim como pevides e tremoços.
Assim que cresci, lá ia eu com a minha mãe vender os bolos. Mais tarde, já moça, passei a ir sozinha, com a minha cesta de vime e o pano bordado a tapar os deliciosos bolos.
De regresso a casa, lá vinha contente quando vendia todos os bolos, com os meus escudos, que entregava à minha mãe. Ficava com algum dinheiro para começar a fazer o enxoval ou para comprar um avental ou uma saia.
Os bolos eram feitos ao serão, depois de se ter cozido a fornada de pão (que era cozido para toda a família e para toda a semana).
Estes bolos, também chamados de bolos de casamento, ofereciam-se aos convidados e vizinhos, juntamente com um prato de arroz doce.
E assim, a minha mãe me ensinou a fazer os mais antigos bolos da zona saloia."

Beatriz Luísa Rosa - Residente na Obra Social do Pousal.

Receitas de Vida... Sentimentos com sabor.


Eis a minha compra na Feira do Livro do Palácio de Belém 2018. Um livro como gosto. Receitas com histórias associadas, umas mais antigas e tradicionais, outras mais recentes e modernas. Divide-se entre Carne, Peixe, Sopas e Acompanhamentos e Doces. Um livro simples mas com gosto gráfico.
Com a chancela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, 2013.

Graça Costa, pref., Receitas de Vida... Sentimentos com sabor. Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Lisboa: 2013 

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Torta (da Avó Helena mas retirado do caderno da Tia Lurdes)


Torta (Avó Helena)

9 gemas
9 colheres de sopa de açúcar
1 colher de sopa de manteiga

Bate-se tudo muito bem e vai ao forno a ganhar cor. 
Retira-se e deita-se por cima suspiro feito com: 4 claras batidas com 4 colheres [de sopa] de açúcar.
Vai novamente ao forno e quando as claras estiverem douradas, vira-se sobre papel vegetal polvilhado com açúcar e enrola-se rapidamente.

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Creme Pasteleiro


Creme Pasteleiro

Açúcar - 200 gr. 
Baunilha - q.b.
Leite - meio litro
Ovos - 4 gemas. 

Bate-se o açúcar com as gemas até ficarem esbranquiçadas. Junta-se isso ao leite. Vai ao lume, mexendo sempre, até ficar espesso. 

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Soufflé de Banana

Revista Banquete, nº 13, Março de 1961, pág. 7


Soufflé de Banana

Para 6 a 8 pessoas
Económica
Cerca de 30 minutos
 
6 ovos
180 grs. de açúcar branco
6 bananas
1 pitada de baunilha
Manteiga para untar o recipiente q.b.

Bata as gemas com o açúcar até ficar uma mistura leve, e aromatize com baunilha. À parte, reduza as bananas em puré, pelo passe-vite ou pelo mixer.
Junte o puré de banana com o outro preparado e, por fim, adicione suavemente as 6 claras levantadas em castelo. Deite este creme num recipiente próprio para soufflés, que se deve ter untado com manteiga. Meta no forno previamente aquecido, cujos bicos devem estar virados para baixo.
Antes de servir, polvilhe com açúcar em pó. Como todos os outros, o soufflé não pode esperar, e não ser que o queira servir frio. Nesse caso, deixe arrefecer completamente, desenforme-o e deite geleia de framboesa em volta.

Pontos de Açúcar

Revista Banquete, nº 13, Março de 1961, pág. 17

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sexta-feira, 27 de julho de 2018

Gelado João


Gelado João

Batem-se 4 gemas de ovos com 200 g. de açúcar.
Junta-se-lhes meio litro de leite e depois de mexer bem, vai ao lume a engrossar, sem deixar ferver (banho-maria).
Arrefecer antes de adicionar as claras em castelo.
Põe-se no congelador.

domingo, 22 de julho de 2018

Bolo Para Chá

Semana Portuguesa: Revista de Informação e Crítica. 23 de Fevereiro de 1933, Nº 7

Bolo Para Chá

6 chávenas de farinha de trigo; 2 chávenas de açúcar; 1 chávena de leite; 2 ovos; 1 colher de chá de canela; a mesma quantidade de bicarbonato de soda; uma noz de manteiga. 
Amassa-se bem e deita-se às colherzinhas num tabuleiro polvilhado de farinha. 
Vai ao forno. 

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Tarte de Maçã (Rosário)


Tarte de Maçã
(Rosário)

250 gr. de farinha
150 gr. de manteiga ou margarina
1 gema
1 colher de sopa de açúcar
1 colher de chá de fermento

Modo de fazer

Junta-se todos os ingredientes e mistura-se tudo muito bem, com as mãos. Depois deixa-se descansar um pouco a massa e depois forra-se a forma depois de untada com margarina.
Corta-se umas 4 maçãs às tirinhas muito fininhas e põem-se em vinho do Porto. Enche-se a torteira com a maçã [depreendo, como se verá mais à frente, que seja sem o vinho do Porto] e cobre-se com o seguinte creme.

Creme

375 gr. de açúcar
3 ovos
2 colheres de sopa de manteiga

Derrete-se a manteiga com o açúcar ao lume e junta.se os ovos inteiros mas 1 por 1. Depois de bem mexido deita-se o creme por cima das maçãs e vai ao forno.

P.S. O vinho do Porto das maçãs pode-se acrescentar ao creme.

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