quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Pudim de Pão Com Manteiga

Revista Serões, nº 70, de 1911 - págs. 320


Pudim de Pão Com Manteiga


Unte-se de manteiga a fôrma, sendo preferível de porcelana, e encha-se alternadamente de camadas de pão com manteiga, passar, açúcar e noz moscada. Estando cheio, deite-se-lhe por cima dois copos (dos de água) de leite com dois ovos batidos. Em seguida deixe-se descansar por espaço de meia hora pondo-se um prato por cima.
Cubra-se com um papel amanteigado e deixe-se cozer durante uma hora.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Bolo de Côco (Tia Clarinha) - Fotoreportagem

(Pesar) 4 ovos
o mesmo peso de manteiga, açúcar e farinha
Bate-se a manteiga com o açúcar até ficar em creme
juntam-se as gemas e mexe-se bem
depois o côco, o leite
a farinha e o fermento
e as claras em castelo.
Põe-se a aquecer muito bem leite com açúcar
Logo que se tira do forno, pica-se bem com um garfo
e deita-se leite bem quente com o açúcar
E JÁ ESTÁ
  
Para quem gostar de Bolos de Côco, esta é a receita ideal: Bolo de Côco da Tia Clarinha. Fica grande, alto, fofo, húmido por dentro e muito saboroso. Foi uma agradável surpresa. 
De repente, fez-se lembrar as famosas fatias de côco que se vendiam na praia, em Sesimbra. 
Para sobremesa de almoço ou jantar, e para lanche, não vejo melhor. Muito bom, fácil de fazer, coze relativamente rápido e não abate. Não sei se substituir a rega de leite com açúcar por uma calda de açúcar moderada não ficará também bom. Para a próxima devo experimentar assim.

Faça e diga-me o que achou... com fotografias e um texto seria o ideal, se quiser ver a sua experiência publicada no blog.

Veja a receita aqui.

Existe outra receita de Bolo de Côco aqui.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Aletria de Leite com Ovos

 
Carlos Bento da Maia, Tratado Completo de Cozinha e de Copa,
 edição de 1904, pág.454

Aletria de Leite com Ovos

Aletria - 200 gr.
Açúcar - 200 gr.
Leite - 0.8 l (800 ml)
Gemas de Ovos - 6
Vidrado de Limão - q.b.
Canela em pó - q.b.

Branqueia-se a aletria em muita água fervente, escorre-se, põe-se a cozer no leite com o açúcar e o vidrado do limão e, quando a aletria está cozida, devendo estar em massa branda, tira-se do lume a vasilha e dela o vidrado do limão; deixa-se arrefecer um pouco, juntam-se-lhe as gemas de ovos batidas, leva-se de novo ao lume a cozer as gemas e, sem seguida, deita-se em pratos e polvilha-se com canela.
A massa deve apresentar-se semi-fluida.

Nota: já duas vezes esta receita e ficaram excepcionais. É de fazer...

Existe outra receita de Aletria aqui... já a fiz mas não saiu grande coisa... mas pode ter sido falta de jeito.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Meio milhão de visitantes


E eis que o blog As Receitas da Avó Helena e da Avó Eduarda chegam aos 500 Mil visitantes... Alegria em meio milhão. A todos, muito e muito obrigado. Vão sendo pequenas vitórias e grandes estimulos para continuar em frente com este projecto que é, acima de tudo, de memória, de saudade, de partilha.

Bem-haja.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Bem Viver Boa Mesa - págs. 18 a 25

Bem Viver Boa Mesa - págs. 18 e 19
Bem Viver Boa Mesa - págs. 20 e 21
Bem Viver Boa Mesa - págs. 22 e 23
Bem Viver Boa Mesa - págs. 24 e 25

Índice de Receitas de Sopa:

Creme Rico de Tomate
Caldo Branco
Consommé de Galinha
Sopa de Rabo de Boi
Panada
Creme de Espargos
Sopa Rica
Puré de Tomate
Creme de Espinafres

Índice de Receitas de Peixe:

Pudim de Pescada com Molho de Alcaparras
Peixe à Polaca
Salmão Fingido
Pregado Cozido com Molho Mousseline
Filetes de Linguado à Moda da Normandia
Paté de Atum
Bouillabaisse
Sardinhas Picantes
Robalo em Geleia

Índice de Receitas de Carnes

Paté Caseiro
Boeuf à La Mode
Vitela Marengo
Bifes à Escondidinho
Tournedos
Rim com Molho Madeira
Bifes a Cavalo

Índice de Mariscos e Crustáceos

Lagosta à Americana
Conchas de Mariscos
Lagosta com Natas
Lagosta Thermidor
Cocktail de Camarões
Bolo de Camarões
Mexilhões à Francesa
Santola Recheada


Para consultar todas as páginas digitalizadas da revista Bem Viver - Boa Mesa, clique em:

- Capa

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Brevíssima história do gelado em Portugal


"Uma breve curiosidade da história dos gelados...
Começam a fazer parte das sobremesas da corte Portuguesa desde meados do século XVIII. Primeiro em Itália e França, e depois rapidamente este saboroso costume se passou a Portugal. E como ter gelo em Lisboa em pleno Verão, época em que os gelados sabiam melhor?

O fabrico do gelado começava muito antes, no Inverno, na Serra da Lousã, em Cabeço do Pereiro ou Santo António da Neve. Após os grandes nevões, a neve era transportada pelas mulheres e crianças até aos neveiros (poços fundos e cobertos) onde era depositada e compactada com maços até se tornar gelo. Coberto com palha, aguentava-se assim até ao Verão, quando era cortado em blocos, envolvido em palha e transportado em carros de bois até ao Rio Zêzere, descendo depois de barco a caminho do Tejo e até ao Terreiro do Paço. 

Depois de preparados, poderiam ter vários sabores e várias apresentações, desde taças a lindos moldes figurativos. Um pequeno luxo que só poucos poderiam saborear, mas que seria o sustento de muitas famílias da Lousã."

Esta gravura maravilhosa e o texto, que é delicioso (ou não estivéssemos a falar de gelados) foram retirados de uma das melhores página de Facebook, chamada Old Manor Memories. Memórias da Casa Antiga, da autoria de Ana Motta Veiga, arquitecta, investigadora e "expert" de Conservação e Restauração, nomeadamente reabilitação patrimonial. A página Old Manor Memories. Memorias da Casa Antiga é surpreendente no conteúdo, nas fotos/desenhos, nos textos. Ali tudo "cheira" a casa, a história, a família (na sua vertente alargada). Como nos diz Ana Motta Veiga, são "memórias de um quotidiano doméstico". É imperdível.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Flores do Egipto


Flores do Egipto

3 ovos, o mesmo peso de farinha, 1 chávena de leite, 1 colher de açúcar e um pouco de sal. Bate-se bem e frita-se num tacho fundo com bastante azeite. Têm uma fôrma própria e devem guardar-se numa lata até à hora de se servirem. Nessa altura polvilham-se de açúcar e canela.

Do Comer e do Falar... Tudo Vai do Começar

Intervenção da Professora Inês de Ornellas e Castro na apresentação do livro Do Comer e do Falar... Tudo vai do começar, editado pela Relógio de Água e da autoria de Ana Marques Pereira e Maria da Graça Pericão. Infelizmente, por falta de memória do aparelho de gravação, não temos a intervenção completa. Mas fica o essencial.




Carlos Vaz Marques apresenta, no programa Livro do Dia, na TSF, o livro Do Comer e do Falar... Tudo Vai do Começar.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Menús de Outrora


Menú do Hotel Tivoli - Lisboa - para o jantar de homenagem ao Prof. Doutor Mário de Figueiredo, Presidente da Assembleia Nacional - 24 de Março de 1966.

Mário de Figueiredo: Nasceu em Figueiró, Viseu, a 19 de Abril de 1890 e morreu em Lisboa, 19 de Setembro de 1969.

Carreira Académica. Doutor em Direito em 1919. Professor Ordinário desde 1924. Leccionou: Direito Comercial e Direito Internacional Privado.

Cargos exercidos. Director da Faculdade de Direito. Deputado. Plenipotenciário do Governo Português para a Negociação e Assinatura da Concordata com a Santa Sé. Presidente da Junta Nacional da Educação. Presidente da Assembleia Nacional. Ministro da Educação Nacional. Ministro da Justiça.

Distinções. Grande-Oficial da Ordem Militar de Cristo. Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada. Grã-Cruz da Ordem da Instrução Publica. Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.



domingo, 17 de janeiro de 2016

Sorvetes de Kirsch-Wasser

Autores Vários: O Cozinheiro dos Cozinheiros, Edição de Paul Plantier, 
Lisboa, 1877 - 2ª Edição. Pág.747
 
 
Sorvetes de Kirsch-wasser
 
Põe-se de infusão num meio litro de água de rio, 250 gramas de caroços de cerejas pisados. Passa-se por um coador a infusão depois de quatro horas e juntam-se três quartos de litros de açúcar em ponto de cabelo. Leva-se a composição a 17 graus de pesa-xaropes; faz-se gelar; quando os gelos estiverem bem tomados e dez minutos antes de servir, lançai na sorveteira quantidade equivalente a seis copinhos de kirsch-wasser e agitai o aparelho com a espátula para que o liquido se misture bem e que os sorvetes fiquem brancos; lançai em copos de sorvetes e servi.