quinta-feira, 16 de maio de 2019

Bolinhos de amor

 AAVV. Gastronomia: Património do Tâmega e Sousa. Ed. Rota do Românico, Dez. de 2014

Bolinhos de Amor

Ingredientes: (para a massa) 6 ovos inteiros, 8 gemas de ovo, 150 gr. de açúcar, 250 gr. de farinha e raspa de 1 limão; (para a cobertura) 150 gr. de açúcar em pó, 1 clara de ovo e sumo de 1 limão.

Modo de confecção: misturam-se os ovos inteiros, as gemas e o açúcar. Bate-se durante 20 minutos, sem parar, até obter uma massa fofa. Adicionam-se a farinha peneirada e a raspa de limão. Num tabuleiro com papel vegetal untado, colocam-se pequenas porções de massa, bem separadas.
Para fazer estas porções utiliza-se uma colher de sopa. De seguida, coloca-se o tabuleiro no forno, pré-aquecido a 200º C, durante 10 minutos. Quando estiverem cozidas, retiram-se do tabuleiro e deixam-se arrefecer. Para a confecção da cobertura, batem-se o açúcar, a clara de ovo e o sumo de limão até ficar tudo bem misturado. Convém que o açúcar esteja no ponto pérola. Com este preparado ainda quente, untam-se os bolos e deixa-se secar. A tradição refere que o açúcar deve estar bem quente, sendo que os riscos devem ser feitos com os dedos. Contudo, é preciso ter o máximo cuidado para não se queimar.

Gastronomia: Património imaterial do Tâmega e Sousa


Depois de um longo período, que combinou algum trabalho e, depois, férias merecidas, venho de novo à vossa companhia.
Desta vez trago um belíssimo livro dedicado à Gastronomia dos vales do Tâmega e do Sousa. Com a chancela Rota do Românico, este livro é um apanhado excelente das iguarias que povoam, a par com as igrejas, mosteiros, pontes e torres românicas, aquela belíssima região.

A Rota do Românico é das coisas mais bem feitas, turística e historicamente falando, que temos em Portugal. É um circuito por 58 monumentos românicos ou com raízes no românico numa área que abrange três vales: Tâmega, Sousa e Douro. É pura magia. Do património edificado à paisagem, passando pelas gentes e pela gastronomia, é uma viagem por um Portugal de antanho.


Podem explorar o muito bem feito site da Rota do Românico - www.rotasdoromanico.pt - ou explorar a igualmente bem feita App para telemóveis e tablets: https://www.microsoft.com/store/productId/9WZDNCRCS9P3 

O Ponto de Partida para a dita Rota do Românico deverá ser, na minha opinião, o incrível Centro de Interpretação da Rota do Românico, na Lousada.

Para aguçar o apetite, aqui vão algumas fotos tiradas por mim:








quinta-feira, 4 de abril de 2019

Penhascos da Figueira

 Guida Cândido e Margarida Perrolas, A Nossa Mesa - Receituário Gastronómico da Figueira da Foz.
C. M. Figueira da Foz,2ª ed. Março de 2019. p. 275

Penhascos da Figueira

13 claras
2 kg. de açúcar
2 kg. de amêndoa
1 colher de sopa de farinha

Bate-se as amêndoas com pele (devem ser batidas, uma a uma, com um martelo ou outro objecto). Bate-se as claras em castelo. Junta-se tudo. Num tabuleiro forrado com papel vegetal, coloca-se uns montinhos desta massa e cozem-se em forno brando.

A Nossa Mesa - Receituário Gastronómico da Figueira da Foz - 2ª Edição


Acaba de ser lançado, pela Divisão de Cultura da Câmara Municipal da Figueira da Foz, uma 2ª Edição do extraordinário livro A Nossa Mesa - Receituário Gastronómico da Figueira da Foz.

Ao longo de 400 belas página, somos levados pelos sabores e cheiros da cozinha regional da Figueira da Foz, num desfilar de receitas que se perdem no tempo, acompanhadas por fotografias de excelente execução e bom gosto.

Depois das habituais introduções feitas pelas forças vivas locais, o livro inicia-se com um profundo texto sobre o Património Gastronómico: Enquadramento Histórico e Geográfico. Este é um foco muito importante porque não se consegue compreender a gastronomia local se não percebermos a geo-história do local... o meio, como todos sabemos, influencia tudo: "Num território marcado pela migração, emigração e imigração, a influência de outras cozinhas é evidente, como não podia deixar de ser. E por isso se reconhecem sabores de terras mais a sul ou mais a norte ou de outras paragens mais remotas. A Beira. muito presente, como o Mondego a influenciar e a denunciar sabores comuns. A morfologia do território a condicionar e a determinar usos e costumes e, obviamente, a escolha de ingredientes", adianta-se na Introdução (p. 13).

Findo o enquadramento histórico, entramos então na segunda parte do livro que se desenvolve em Receituário Tradicional - do mar; do fiel amigo; do rio; do grão à farinha; da capoeira e da caça; da matança; da merenda; da mesa rica; da mesa de todos os dias; da gula; das festividades - e em Velhos Produtos, Novas Receitas - arroz; bacalhau; raia; sal; salicórnia; porco; conservas - trazendo assim, para a contemporaneidade, um novo fôlego aos ingredientes locais. No inicio de cada secção destes dois grandes grupos é sempre realizado uma introdução histórica com recurso a imagens de arquivo surpreendentes. 

Tudo o que possa dizer deste livro é muito pouco. Apenas que é um raro exemplo, de um trabalho essencial que todas autarquias deviam apostar e realizar, para preservação de uma memória que é de todos e que não se pode perder. Os depoimentos e as receitas familiares e particulares ficam assim, para todo o sempre, impressas numa obra de excepção.

Coordenação: Guida Cândido - autora de Cinco Séculos à Mesa e Comer Como Uma Rainha, e figura no segundo episódio da série da RTP História da Gastronomia Portuguesa, sobre o Livro de Receitas da Infanta D. Maria - e Margarida Perrolas. 
Textos e Fotografia Guida Cândido.
Design: Eduardo Oliveira. 
Apoio à pesquisa: Ana Vaz Pinto.
À venda pelo valor de 15,00€, no Posto de Turismo, no Museu Municipal e Núcleos Museológicos, Biblioteca Municipal e Centro de Artes e Espetáculos.

Não deixem de encomendar.

sábado, 30 de março de 2019

CONTRA A MANIA DE CORTAREM OS BOLOS DE PASTELARIA AO MEIO



CONTRA A MANIA DE CORTAREM OS BOLOS DE PASTELARIA AO MEIO

Para: População Portuguesa em geral, frequentadores de pastelarias em particular.

Diga não à mania de cortarem os bolos de pastelaria ao meio, normalmente sem perguntarem e com uma faca nojenta multi-usos que é apenas limpa, após várias utilizações diversas, com um pano igualmente multi-usos, igualmente limpo após várias utilizações diversas. 
Esta mania, que cresceu em simultâneo com a muito brega e irritante moda de servirem um chá sem ser em bule - normalmente numa chávena deprimente com um não menos deprimente saco de chá para lá enfiado (quando este não vem preguiçosamente colocado ao lado da chávena) -, tem de acabar. 
Diga não ao seu croissant espalmado pela brutalidade dos empregados de café. Diga não ao desperdício de creme do seu jesuíta que fica agarrado na faca. Diga não à mistura de sabores. Nós não queremos um queque a saber a caracol ou um xadrez com pedaços de cocô de um pão de Deus. 
Pela dignidade dos bolos de pastelaria, assine esta petição.

quarta-feira, 27 de março de 2019

Bolos de Cabeça

 Sabores das Nossas Memória, Agrupamento Vertical de Escolas da Golegã, Azinhaga e Pombalinho,
1ª Ed., Junho de 2009, p. 76

Bolos de Cabeça

Ingredientes:

2 dl de azeite
1,5 kg de farinha de trigo
500 g de açúcar
2 ovos
50 g de manteiga
1 dl de leite
50 g de fermento de padeiro
Canela, sal e raspa da casca de limão, q.b.

Modo de confecção:

Num alguidar, deita-se o azeite a ferver sobre a farinha com uma pitada de sal e misture bem. Junta-se o açúcar, a canela, a raspa de limão, os ovos, a manteiga derretida e o fermento de padeiro dissolvido no leite ou água morna. Amassa-se bem até a massa estar rija mas elástica. Cobre-se o alguidar com um cobertor e deixe a levedar durante doze horas em local aquecido.
Moldam-se as bolas, torcem-se em forma de oito e vão a cozer ao forno. Se o forno for de lenha ficam muito melhores.

Sabores das Nossas Memórias

Sabores das Nossas Memória, Agrupamento Vertical de Escolas da Golegã, Azinhaga e Pombalinho,
1ª Ed., Junho de 2009

Num périplo cultural que realizei pelas terras de Alpiarça, Golegã e Constância, dei de caras com este livro na loja da Casa-Estúdio Carlos Relvas. Este género de compilações, mais que meritórias, registam num determinado momento aquilo que se pode considerar regional, típico ou tradicional. São livros sem pretensões, em que a população local tem um papel fundamental.
O livro conta com prefácio do Chef Silva e Filipa Vacondeus e divide o seu recheio em Sopas, Peixe, Açordas, Carne e Doces, com muitas muitas receitas de sabor antigo e popular (como o Café de Borra, a Tiborna, entre outros).
Foi uma bela compra... segue já a primeira receita.

quarta-feira, 20 de março de 2019

Bolo de Namorados, do Almanaque Lello para 1934

Almanaque Lello -1934 - pág. 207

Bolo de Namorados

Quantidades:
9 colheres de açúcar
9 ditas de farinha de trigo
3 colheres de sopa de manteiga
2 ovos
1 colherzinha de fermento
meia chávena de leite

Batem-se primeiro em castelo as duas claras, depois as gemas, às quais se junta em seguida o açúcar batido com a manteiga; deita-se a farinha e mexe-se bem; por último o leite e o fermento inglês. Torna-se a bater tudo com força. 
Barra-se bem uma forma redonda e põe-se o bolo a cozer em forno regular, cobrindo a forma com um papel, barrado com manteiga. 
Desenforma-se e deixa-se esfriar.
Corta-se atravessado em três partes iguais. Faz-se com 1/4 de litro de leite, uma colher de maizena, algum açúcar, baunilha, chocolate, duas gemas de ovo, um creme bem espesso e barra-se com ele a fatia de baixo, pela parte superior; a segunda da mesma forma, colocando por fim a última como tampa e cobrindo depois o bolo com o creme. 
Faz-se então com as claras batidas em neve, açúcar em pó e umas gotas de cognac, um glacé para efeitar por cima com um aparelho próprio. Guarnece-se o bolo a gosto de cada um.

terça-feira, 12 de março de 2019

Pudim de Côco


Pudim de Côco

Açúcar pilé 400 gr.
Côco ralado 250 gr.
Gemas de Ovos 6

Põe-se o açúcar ao lume com um pouco de água e deixa-se ferver até criar ponto quase de rebuçado. Tira-se e deita-se o côco e as gemas batidas. Vai ao forno a cozer em forma untada.

sábado, 9 de março de 2019

Morangos Romanov

Françoise Bernard, Receitas Fáceis Para Toda a Família, 
Livros do Brasil, Lisboa: 1994, p. 432

Morangos Romanov

1/2 kg de morangos
1 laranja
1 limão
3 colheres de sopa de licor curaçau
40 g. de açúcar (cerca de 2 colheres de sopa)

Lave cuidadosamente os morangos, mas não os deixe ficar dentro de água. Escorra bem. Retira-lhes os pés.

Disponha os morangos numa taça grande ou saladeira, regados com o licor de curaçau (ou qualquer outro licor de laranja), o sumo de 1 limão e de 1 laranja e as 2 colheres de açúcar. Deixe macerar durante 2 horas em local fresco. Coloque igualmente as natas na parte menos fria do frigorífico.

Chantilly

125 g. de natas
1 a 2 colheres de sopa de leite
1 pacote de açúcar baunilhado
1 cubo de gelo (facultativo)

Chantilly: Numa tigela muito fria, misture as natas com um pouco de leite frio até obter a consistência de um creme liquido. Adicione o açúcar baunilhado e, se possível, o cubo de gelo. Bata com uma vara, de preferência de hastes compridas, em ritmo bastante lento, de modo a incorporar o máximo de ar possível no creme. Assim que o creme batido se apresentar espumoso e se agarrar ao batedor, pare imediatamente de bater, para que o chantilly não se transforme em manteiga. Retire o cubo de gelo e conserve em local fresco.

O meu conselho: Mesmo sem chantilly, esta sobremesa é deliciosa. A mistura dos morangos-laranjas-limão é realmente surpreendente.