segunda-feira, 30 de março de 2015

Pudim de Requeijão


Pudim de Requeijão

3 requeijões, 18 ovos, 3 com claras, 1 colher de manteiga, 3 colheres de farinha triga, meio quartilho de leite e o açúcar suficiente para adoçar. Desfaz-se tudo muito bem com uma colher, deita-se numa forma untada e vai ao forno.
 

quarta-feira, 25 de março de 2015

Pão de Ló Fôfo

 
Manual do Confeiteiro e Pasteleiro: Nova arte do Conserveiro e Doceiro, Enciclopédia Bordalo, 
Vol. XII, Editor Arnaldo Bordalo, Lisboa, 1904 - pág.179/180
 
 
 
Pão de Ló Fôfo

Tomam-se 500 gramas de açúcar limpo, deitam-se em um tacho, e por cima dele quinze ovos; bate-se com o batedor ou colher muito bem até que fique grosso; estando o forno preparado, deita-se-lhe então 370 gramas de farinha de trigo em pó, torna-se a bater muito bem, para que não deixe assentar a farinha no fundo; depois do que se deita em bacia ou forma, batendo-lhe sempre no fundo até que entre no forno, para não assentar a farinha.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Caladinhos


Caladinhos

10 gemas, 2 claras e um pouco de sal batem-se muito bem com 500 gr. de açúcar. Depois de batido, até fazerem bolhas, deita-se um bocadinho de canela e mistura-se 500 gr. de farinha. Tendem-se em bolinhas mas passam-se os dedos em farinha para não agarrarem. Põe-se em latas untadas com manteiga polvilhadas de farinha.

Existem outras duas receitas de caladinhos. Veja-as AQUI e AQUI.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Bolo Leve

Livro de Ouro das Famílias, receita nº 1655, pág. 320


Bolo Leve

Bate-se, durante 15 minutos, 6 gemas de ovos com 250 gr. de açúcar, junta-se depois pouco a pouco 125 gr. de farinha de arroz, e bate-se ainda durante 10 minutos. Batem-se 5 claras em castelo, juntam-se aos ovos e à farinha a ligar, mas sem bater, deita-sde numa forma barrada de manteiga e coze-se em forno forte. Depois de cozido deixa-se esfriar em quatro fatias, e entre estas estende-se uma camada de nata batida com açúcar e baunilha, colocando-as de novo umas sobre as outras.

Livro de Ouro das Famílias - Verdadeira Enciclopédia da Vida Prática - Coordenação de Searom Lael



A biblioteca do blog As Receitas da Avó Helena e da Avó Eduarda continua a crescer e, com ela, o expectro de receitas que nela vão sendo divulgadas.
Desta vez, chegou-me às mãos esta maravilhosa edição de uma "verdadeira enciclopédia da vida prática", intitulada Livro de Ouro das Famílias, com 7.113 receitas de todo o género e para todos os efeitos. No meio, como não poderia deixar de ser, aparecem algumas receitas de culinária que irei passar a publicar.
O coordenador da obra é Searom Lael que, segundo o livro "Dicionário de pseudónimos e iniciais de escritores portugueses", de Adriano da Guerra Andrade, é o pseudónimo de Pedro Herculano de Morais Leal. 
O livro será do ano de 1935, segundo a base de dados da Biblioteca Nacional.
Espero que gostem... o livro é precioso.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Pudim de Ovos Moles (mas é de amêndoa)


Pudim de Ovos Moles

Açúcar - uma chávena almoçadeira
Água - uma chávena almoçadeira 
Amêndoas - uma chávena almoçadeira 
Ovos - seis
Açúcar - seis colheres

Leva-se ao lume num tacho a chávena de água com a chávena de açúcar e deixa-se ferver até obtermos um ponto leve. Junta-se a amêndoa (depois de pelada e moída) e volta ao lume para ferver um pouco. Batem-se as gemas e junta-se a massa da amêndoa. Seguidamente batem-se as claras em castelo e juntam-se as 6 colheres de açúcar continuando-se a bater até obter massa de suspiro. Unta-se muito bem com a manteiga uma lata com um fundo falso, deita-se-lhe dentro a massa de amêndoa e por cima a massa de suspiro e leva-se ao forno a alourar. Depois desenforma-se, pode-se fazer num pirex e deste modo não se desenforma, serve-se no próprio pirex.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Pudim Arco-Íris

O Livro de Pantagruel, de Berta Rosa-Limpo, receita nº 1053, pág. 621

Pudim Arco-Íris

Ovos completos - seis
Açúcar refinado - 200 grs.
Farinha de trigo - 20 grs.
Manteiga fresca - 40 grs.
Nata - quatro decilitros
Baunilha em pó - uma pitada
Raspa de casca de laranja - uma pitada
Frutas cristalizadas de várias cores - q.b.
Leite - q.b.

Batem-se as gemas e as claras com o açúcar o mais que se puder; juntam-se-lhes a farinha desfeita num poucochinho de leite frio (o suficiente para a desfazer), a manteiga amolecida ao calor da tampa de um tacho que tenha água a ferver, a nata, e os aromas. Bate-se tudo muito bem, e deita-se para uma forma que esteja preparada. Coze-se no forno em banho-maria. Depois de cozido volta-se para o prato onde se servir, e cobre-se o pudim com uma porção de frutas cristalizadas picadas. Devem escolher-se frutas de variadas cores para justificar o nome que se dá ao pudim.

N. B. - Se os ovos forem muito grandes é conveniente cozer o pudim numa forma um pouco maior.
(Forma com doze centrimetros de diâmetro e oito de altura).

Pantagruel da Avó Eduarda

 Capa e lombada d'O Livro de Pantagruel
Cozinha - Doçaria - Bebidas

 Assinatura da Avó
Maria Eduarda Athayde Sá e Mello Amaral Marques Teixeira
Local de compra: Coimbra
Data: 1 de Julho de 1948

 O número das receitas favoritas - Parte I

O número das receitas favoritas - Parte II
(Papel timbrado da Assembleia Nacional)

E eis que fiquei fiel depositário da grande biblia da cozinha: O Livro de Pantagruel, de Berta Rosa-Limpo. Este exemplar pertencia à minha Avó Eduarda. Estão profusamente marcadas as receitas mais utilizadas e apresenta ainda algumas receitas acrescentadas pela Avó, nos espaços em branco. No seu interior tem também diversos recortes de jornal e uma folha escrita em colunas com os números das receitas favoritas inseridas no Pantagruel. Estas escolhas estão em papel timbrado da Assembleia Nacional. Infelizmente, a Avó não seleccionou os seus doces favoritos. Cabe-me essa escolha.
O livro foi adquirido em Coimbra, um ano antes do nascimento do primeiro filho da minha Avó, o meu Tio João José.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Do que se comia no Hospital de Todos os Santos



José Leone – Elementos para a história dos serviços clínicos nos Hospitais Civis de Lisboa: Separata do Boletim Clínico dos Hospitais Civis de Lisboa, vol. 16, nº 3, ano de 1952. Cota BN S.C. 14633//1 V.

Curiosidades...

Nuvens Chinesas

Alda de Azevedo, Cozinheira Ideal, Livraria e Editora Civilização, 3ª Edição, 1943, 
pág. 293 (Menú de 18 de Setembro)

Nuvens Chinesas

Batem-se, 8 claras, em castelo duro, a que se juntam, uma a uma, 3 colheres de açúcar refinado e o vidrado de duas cascas de laranjas.
Bate-se sempre com um garfo, até que fique tudo bem firme. Dispõem-se em pirâmide num prato, enfeitam-se com cerejas de compota e vai ao forno quente, a tostar levemente.