quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Do arquivo para a mesa: doçaria - Receita de Doce Fino


O Arquivo Distrital de Braga e a Universidade do Minho tiveram uma excelente ideia. Trazer para o "hoje" as memória gastronómicas de "ontem" guardadas em Arquivo. São 12 cartões com 12 receitas imperdiveis, actualizadas para melhor as percebermos e realizarmos.

Da página de Facebook do Arquivo Distrital de Braga/Universidade do Minho podemos ler: 

"Do arquivo para a mesa: doçaria" é uma edição diferente de conteúdos de Arquivo!
Com receitas da doçaria do séc. XVII e citações de documentos dos fundos do Convento de Nossa Senhora dos Remédios, em Braga, e do Mosteiro de São Martinho de Tibães, custodiados aqui no ADB.
Um desafio para o leitor interpretar e usufruir, agora, de sabores e aromas que vêm do passado.
Em promoção (5 euros), este mês de fevereiro, aqui no seu Arquivo Distrital de Braga!

Para tal, só tem que:
"Podemos enviar qualquer publicação do Arquivo por correio, com portes a cargo do destinatário. Os pedidos de publicações devem ser efetuados para o endereço sec@adb.uminho.pt . Não enviamos à cobrança."

E foi o que eu fiz. Mandei email para o endereço indicado, mandaram-me o valor com o NIB com o valor - ficou em 6.40€ -, enviei o comprovativo da transferência e passado uma semana tinha o livro em casa.

É uma óptima maneira de se projectar o Arquivo e o seu acervo a um público mais vasto. E comprar este livro é uma maneira de os incentivar a fazer cada vez mais e melhor trabalhos deste género. 

Só me resta saudar a iniciativa do Arquivo Distrital de Braga e a Universidade e felicitá-los com o meu enorme bem-haja.

De seguida, irei publicar uma única receita, a título de exemplo... ora vejam lá esta maravilha:

Frente
Verso
  
Doce Fino

Pelos finais do século XVIII, os monges de Tibães começaram a comprar doce fino para as festas de São Bento. Tratava-se de um doce de mesa, feito à base de ovos-moles que podia assumir várias formas. Na tradição bracarense, ficou um doce envolvido em hóstia. Era produzido no Convento de Nossa Senhora dos Remédios, em Braga.

Ingredientes:

250 g. de açúcar
15 gemas
2 dl. de água-de-flor de laranjeira ou água aromatizada com casca de limão
Folhas de hóstia. 

Receita:

Num tacho, leva-se o açúcar e a água ao lume. Deixa-se ferver até obter ponto de espadana forte, depois retira-se para esfriar um pouco. Juntam-se-lhe as gemas e volta novamente ao lume para cozer e engrossar, mexendo sempre em cutelo. Retira-se esta massa do lume, volta-se num prato e arrefece completamente. Para moldar os doces partem-se as folhas de hóstia em rectângulos de 8x2 cm de largura, pincelam-se pela parte rugosa da hóstia com clara de ovo, volta-se a parte pincelada sobre açúcar, previamente colocado num prato. 
Coloca-se uma colher de ovos-moles na ponta do rectângulo e enrola-se sobre si mesma. Colocam-se estes charutos sobre uma rede ou peneira para secarem completamente. Para melhorar a apresentação, depois de secos, aparam-se as beiras da hóstia nos topos.

Receita recriada por Margarida Araújo.

DIGAM LÁ SE NÃO É DE COMPRAR O LIVRO!!!!!