domingo, 27 de maio de 2018

Sopa Doce Sem Pão (vulgo Farófias)

Autores Vários: O Cozinheiro dos Cozinheiros, Edição de Paul Plantier, 
Lisboa, 1877 - 2ª Edição. Pág.798

Sopa Doce Sem Pão
(vulgo Farófias)


Quando se quiserem aproveitar utilmente as claras de uma duzia de ovos, deixar-se-ão reduzir à espuma, batendo-as muito bem com uma cana rachada em cruz, advertindo que se devem bater sempre para o mesmo lado. Põe-se ao mesmo tempo ao lume em um tacho meia canada de leite - [1 litro] - juntando casca de limão e um pau de canela. Quando começar a levantar fervura, deita-se a espuma às colheres como quem quer fazer sonhos, e à proporção que vão levantando fervura, se vai tirando e pondo outras, e por fim no resto do leite que fica no tacho, se deitam duas ou três gemas de ovos batidas com açúcar, e tendo levantado fervura se deita tudo por cima dos tais bocadinhos de espuma, e se deixem esfriar para poder comer-se; tendo-se tirado a casca do limão e a canela em pau, polvilhando tudo com canela em pó.

Existem outras receitas de farófias, aqui: http://asreceitasdaavohelena.blogspot.pt/search/label/Far%C3%B3fias

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Pudim de Vinho do Porto


Pudim de Vinho do Porto

Meio quilo de açúcar em ponto de fio, deixa-se esfriar, e depois batem-se 16 gemas, mas com dois ovos inteiros, e batem-se bem. Leva canela em pó e um cálice de Vinho do Porto.
Unta-se a forma com açúcar queimado e vai ao forno cozido em banho-maria.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Doce de Morango e Marmelada de Alperce ou Damasco

Revista Banquete, nº 3, Maio de 1960, pág. 15

Doce de Morango

Leve 1 kg. de açúcar pilé, ao lume, com cerca de 1/4 de litro de água. Quando estiver em ponto de bola mole, deite os morangos, previamente arranjados. Tape e deixe numa chama muito baixa, agitando de vez em quando a caçarola. Passados cerca de 15 minutos, deite os morangos numa peneira. A calda volta novamente ao lume, até ficar no ponto de geleia. Junte os morangos e, logo que levantem fervura, retire o tacho da chama. Ao fim de 10 minutos meta o doce no frasco, tapando-o imediatamente com papel celofane ou vegetal. Prenda o papel com um elástico, para que fique perfeitamente aderido. 

Marmelada de Alperce ou Damasco

Lave os frutos, abra-os, tire os caroços. Deite os frutos num tacho, cobertos com água, para cozerem. 
Em estando cozidos, passe-os pelo passe-vite, pese-os e acrescente-lhes igual peso de açúcar pilé.
Leve novamente à chama, que deve ser baixa, e assim deve ferver, durante o tempo necessário para ficar em ponto de estrada. 
Enquanto quente,  deita-se nos boiões e procede-se como para o doce de morango. 

Banquete: Revista Portuguesa de Culinária do Instituto de Culinária CIDLA


 Revistas Banquete,  mítica publicação dos anos 60 e 70, magistralmente dirigida por Maria Emília Cancella de Abreu.
 
Tenho os números:

1, 3-8, 10, 13-14, 16-28, 30-43, 45-47, 49-84, 86-91, 93-95, 97-129, 132-136, 148, 150, 153, 156, 159, 162,164

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Fatias de Resende

Revista Eva, 08 de Maio de 1926

 Fatias de Resende

1/2 [meio] quilo de açúcar
600 gramas de farinha
3 dúzias de ovos.

Põe-se o açúcar numa tigela com 12 gemas, batendo-se muito bem, depois junta-se-lhe a farinha com 24 ovos batidos, gema e clara, continuando a bater tudo muito bem.
Quando se vê que a massa está muito bem ligada e fina põe-se num tabuleiro untado de manteiga e vai ao forno a cozer. Quando está pronto, tira-se do tabuleiro e corta-se em fatias que se põem numa travessa. Tem-se feito um pouco de açúcar em ponto com que se molham as fatias e colocam-se de novo numa travessa para se servirem.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Pães de Yorkshire


Para juntar à biblioteca de livros de receitas do Blog As Receitas da Avó Helena e da Avó Eduarda, comprei hoje este livro baseado nas obras de Jane Austen, famosa autora de, entre outros, Sensibilidade e Bom Senso e Orgulho e Preconceito.
Está um livro muito simples, com boas receitas, relativamente fáceis, pontuadas aqui e acolá com alguns excertos de diversas obras de Jane Austen onde se fala de um ou outro prato. 
Para dar as boas-vindas a este livro de Ana da Costa Cabral, publicado pelas Publicações Europa-América, aqui fica uma receita ideal para o five o'clock tea de fim-de-semana.

Ana da Costa Cabral, Cozinha da Sensibilidade e Bom Senso: A Cozinha de Jane Austen,
Publicações Europa-América, Mem-Martins, 2006 - pág. 70

Pães de Yorkshire

250 g. de farinha
Sal q.b.
2 ovos
250 ml de leite
Gordura para untar q.b.

Numa tigela deita-se a farinha e uma pitada de sal. Faz-se uma cova no meio onde se deitam os ovos e o leite. Mistura-se bem até que a massa esteja firme e lisa, tapa-se e deixa-se descansar 1 hora. Junta-se 1 colher de sopa de água e mexe-se de novo.
Aquece-se o forno e untam-se as forminhas com a gordura. Levam-se ao forno para aquecer a gordura, retiram-se do forno e enchem-se de imediato até 2/3 [dois terços] de altura.
Cozem-se até que os pãezinhos estejam dourados e servem-se quentes.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

A 1ª receita do 1º número da famosa revista TeleCulinária, do Chefe Silva.


Teleculinária, nº 1 - 04 de Outubro de 1976

Esta semana, depois de algum tempo de ausência por motivos profissionais, resolvi trazer-vos a capa do 1º número da famosíssima revista TeleCulinária, dirigida pelo não menos famoso Chefe Silva, e a primeira receita de todas a ser lá publicada: Molho de Piri-piri. Muito interessante é também o editorial escrito pelo Chefe António da Silva, espécie de carta de intenções que, passados mais de 40 anos, podemos dizer - e AGRADECER - que foram cumpridas.
Eis aqui então, na sua edição original, para vosso deleite.

Molho Piri-Piri

Malaguetas vermelhas
Malaguetas verdes
Um pedacinho de cebola
Uma casca de limão
2 dentes de alho
1 folha de louro
Sal q.b.
Azeite 
Vinagre

Depois das malaguetas lavadas, retire-lhes o pé e abra-as ao meio no sentido do comprimento. Meta-as dentro da garrafa ou frasco, de modo a não ocupar mais de um terço da capacidade. em seguida, introduza a cebola, a casca do limão, os 2 dentes de alho, a folha de louro e o sal que julgar necessário.
Encha depois a garrafa em duas partes de óleo e uma de vinagre e rolhe muito bem. Deixe fechada 8 a 15 dias, agitando o conteúdo uma vez por dia.
Ao fim deste tempo, tem um piri-piri agradável que lhe dura muitíssimo tempo e pode ser usado directamente na comida e à mesa.
Substitua a rolha estanque por outra com uma ranhura para o molho sair em gotas e ser facilmente doseado. Não se esqueça de agitar sempre antes de usar.

Não deixem de ler o artigo publicado pelo Observador, por ocasião dos 40 anos da TeleCulinária. Veja o artigo aqui: https://observador.pt/2016/10/02/40-anos-de-teleculinaria-uma-pitada-de-historia-e-5-curiosidades/

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