sábado, 20 de fevereiro de 2016

Bolo Inglês - receita da Tia Mi - Fotoreportagem

Bate-se 125 g. de margarina  com 250 g. açúcar.
Juntam-se os ovos inteiros 1 por 1 (num total de 3), misturando bem.
Incorpora-se 250 g. de farinha
uma colher de café de fermento
250 gr. de frutas cristalizadas
Uma colher de sopa de Rum.
Forra-se uma forma rectangular com papel vegetal  
deita-se dentro a massa e leva-se a fôrno regular.
Quando a massa começa a alourar,
faz-se na superfície um golpe no sentido do comprimento.
Coze cerca de meia hora, mergulha-se a faca até ao fundo do bolo,
se sair enxuta, está cozido.
E cá está ele...
LINDO E COLORIDO

Aqui está uma receita de Bolo Inglês muito simples e excepcional. Com a vantagem que não é preciso bater claras, sujando pouca loiça. Gostei imenso e foi muito bem recebido. Das três receitas que existem no blog de Bolo Inglês, escolhi esta por uma questão afectiva. A receita, segundo indicação da minha Avó Helena veio por parte da minha querida e inesquecível Tia Mi, irmã do meu Avô Delfim. Nunca experimentei as outras... lá chegarei.
Entretanto temos esta e está aprovadíssima. Experimente e diga-me o que achou. Com um chá, reconforta o frio e o tédio domingueiro.

Veja a receita aqui.

As outras receitas de Bolo Inglês presentes no blog são ESTA e também ESTA.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Do arquivo para a mesa: doçaria - Receita de Doce Fino


O Arquivo Distrital de Braga e a Universidade do Minho tiveram uma excelente ideia. Trazer para o "hoje" as memória gastronómicas de "ontem" guardadas em Arquivo. São 12 cartões com 12 receitas imperdiveis, actualizadas para melhor as percebermos e realizarmos.

Da página de Facebook do Arquivo Distrital de Braga/Universidade do Minho podemos ler: 

"Do arquivo para a mesa: doçaria" é uma edição diferente de conteúdos de Arquivo!
Com receitas da doçaria do séc. XVII e citações de documentos dos fundos do Convento de Nossa Senhora dos Remédios, em Braga, e do Mosteiro de São Martinho de Tibães, custodiados aqui no ADB.
Um desafio para o leitor interpretar e usufruir, agora, de sabores e aromas que vêm do passado.
Em promoção (5 euros), este mês de fevereiro, aqui no seu Arquivo Distrital de Braga!

Para tal, só tem que:
"Podemos enviar qualquer publicação do Arquivo por correio, com portes a cargo do destinatário. Os pedidos de publicações devem ser efetuados para o endereço sec@adb.uminho.pt . Não enviamos à cobrança."

E foi o que eu fiz. Mandei email para o endereço indicado, mandaram-me o valor com o NIB com o valor - ficou em 6.40€ -, enviei o comprovativo da transferência e passado uma semana tinha o livro em casa.

É uma óptima maneira de se projectar o Arquivo e o seu acervo a um público mais vasto. E comprar este livro é uma maneira de os incentivar a fazer cada vez mais e melhor trabalhos deste género. 

Só me resta saudar a iniciativa do Arquivo Distrital de Braga e a Universidade e felicitá-los com o meu enorme bem-haja.

De seguida, irei publicar uma única receita, a título de exemplo... ora vejam lá esta maravilha:

Frente
Verso
  
Doce Fino

Pelos finais do século XVIII, os monges de Tibães começaram a comprar doce fino para as festas de São Bento. Tratava-se de um doce de mesa, feito à base de ovos-moles que podia assumir várias formas. Na tradição bracarense, ficou um doce envolvido em hóstia. Era produzido no Convento de Nossa Senhora dos Remédios, em Braga.

Ingredientes:

250 g. de açúcar
15 gemas
2 dl. de água-de-flor de laranjeira ou água aromatizada com casca de limão
Folhas de hóstia. 

Receita:

Num tacho, leva-se o açúcar e a água ao lume. Deixa-se ferver até obter ponto de espadana forte, depois retira-se para esfriar um pouco. Juntam-se-lhe as gemas e volta novamente ao lume para cozer e engrossar, mexendo sempre em cutelo. Retira-se esta massa do lume, volta-se num prato e arrefece completamente. Para moldar os doces partem-se as folhas de hóstia em rectângulos de 8x2 cm de largura, pincelam-se pela parte rugosa da hóstia com clara de ovo, volta-se a parte pincelada sobre açúcar, previamente colocado num prato. 
Coloca-se uma colher de ovos-moles na ponta do rectângulo e enrola-se sobre si mesma. Colocam-se estes charutos sobre uma rede ou peneira para secarem completamente. Para melhorar a apresentação, depois de secos, aparam-se as beiras da hóstia nos topos.

Receita recriada por Margarida Araújo.

DIGAM LÁ SE NÃO É DE COMPRAR O LIVRO!!!!! 

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Trança


Trança
(4 pessoas)

640 gr. de farinha
125 gr. de manteiga ou margarina
25 gr. de fermento de padeiro
125 gr. de açúcar
 2,5 dl. de leite
1 gema
(Pode levar passas Corinto)

Faz-se uma massa com o fermento, 50 gr. de farinha e um pouco de leite morno. Deixa-se levedar durante 30 minutos, sobre a restante farinha.
Junta-se o leite que resta, o açúcar e a margarina derretida e as passas.
Amasse toda a farinha e sove a massa. Deixe levedar em local quente e quando tiver o dobro do volume, amassa-se novamente um pouco. Estende-se e faz-se uma trança. Pincela-se com gema de ovo e deixa descansar 10 minutos.
Coze em forno quente (30 minutos). 

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Bem Viver Boa Mesa - págs. 26 a 33

Bem Viver Boa Mesa - págs. 26 e 27
Bem Viver Boa Mesa - págs. 28 e 29
Bem Viver Boa Mesa - págs. 30 e 31
Bem Viver Boa Mesa - págs. 32 e 33

Índice de Receitas de Aves e Caça

Pato com Geleia de Laranja
Perdizes Recheadas
Perdizes À Norueguesa
Frango Maryland
Pato com Laranja
Galinha Marion
Pombos com Azeitonas
Civet de Lebre

Índice de Receitas de Ovos

Ovos Mimosos
Queijinhos Brancos
Ovos Surpresa
Ovos Geraldine
Ovos Cozidos com Molho Béchamel
Ovos Suzette
Ovos Courtet
Ovos Oberland
Omelete de Verão
Ovos Suissos
Ovos Moles com Espinafres
Ovos com Fiambre
Ovos Verdes

Índice de Receitas Miscelânea

Timbales de Presunto
Mousse de Fiambre
Escalopes de Gruyère
Quiche Lorraine
Puré de Figado
Fondue au Fromage
Pudim de Macarronete
Soufflé de Queijo
Ravioli
Gnochi à Romana (continua pág. 50)

Índice de Receitas de Legumes

Beringelas com Queijo Parmesão
Pudim de Couve-Flor
Molho
Pudim de Legumes
Torta de Tomates
Tomates Provençais
Gratin Dauphinois
Rizoto à Milanesa
Pudim de Feijão Branco
Puré de Feijão Verde

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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Pudim de Pão Com Manteiga

Revista Serões, nº 70, de 1911 - págs. 320


Pudim de Pão Com Manteiga


Unte-se de manteiga a fôrma, sendo preferível de porcelana, e encha-se alternadamente de camadas de pão com manteiga, passar, açúcar e noz moscada. Estando cheio, deite-se-lhe por cima dois copos (dos de água) de leite com dois ovos batidos. Em seguida deixe-se descansar por espaço de meia hora pondo-se um prato por cima.
Cubra-se com um papel amanteigado e deixe-se cozer durante uma hora.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Bolo de Côco (Tia Clarinha) - Fotoreportagem

(Pesar) 4 ovos
o mesmo peso de manteiga, açúcar e farinha
Bate-se a manteiga com o açúcar até ficar em creme
juntam-se as gemas e mexe-se bem
depois o côco, o leite
a farinha e o fermento
e as claras em castelo.
Põe-se a aquecer muito bem leite com açúcar
Logo que se tira do forno, pica-se bem com um garfo
e deita-se leite bem quente com o açúcar
E JÁ ESTÁ
  
Para quem gostar de Bolos de Côco, esta é a receita ideal: Bolo de Côco da Tia Clarinha. Fica grande, alto, fofo, húmido por dentro e muito saboroso. Foi uma agradável surpresa. 
De repente, fez-se lembrar as famosas fatias de côco que se vendiam na praia, em Sesimbra. 
Para sobremesa de almoço ou jantar, e para lanche, não vejo melhor. Muito bom, fácil de fazer, coze relativamente rápido e não abate. Não sei se substituir a rega de leite com açúcar por uma calda de açúcar moderada não ficará também bom. Para a próxima devo experimentar assim.

Faça e diga-me o que achou... com fotografias e um texto seria o ideal, se quiser ver a sua experiência publicada no blog.

Veja a receita aqui.

Existe outra receita de Bolo de Côco aqui.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Aletria de Leite com Ovos

 
Carlos Bento da Maia, Tratado Completo de Cozinha e de Copa,
 edição de 1904, pág.454

Aletria de Leite com Ovos

Aletria - 200 gr.
Açúcar - 200 gr.
Leite - 0.8 l (800 ml)
Gemas de Ovos - 6
Vidrado de Limão - q.b.
Canela em pó - q.b.

Branqueia-se a aletria em muita água fervente, escorre-se, põe-se a cozer no leite com o açúcar e o vidrado do limão e, quando a aletria está cozida, devendo estar em massa branda, tira-se do lume a vasilha e dela o vidrado do limão; deixa-se arrefecer um pouco, juntam-se-lhe as gemas de ovos batidas, leva-se de novo ao lume a cozer as gemas e, sem seguida, deita-se em pratos e polvilha-se com canela.
A massa deve apresentar-se semi-fluida.

Nota: já duas vezes esta receita e ficaram excepcionais. É de fazer...

Existe outra receita de Aletria aqui... já a fiz mas não saiu grande coisa... mas pode ter sido falta de jeito.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Meio milhão de visitantes


E eis que o blog As Receitas da Avó Helena e da Avó Eduarda chegam aos 500 Mil visitantes... Alegria em meio milhão. A todos, muito e muito obrigado. Vão sendo pequenas vitórias e grandes estimulos para continuar em frente com este projecto que é, acima de tudo, de memória, de saudade, de partilha.

Bem-haja.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Bem Viver Boa Mesa - págs. 18 a 25

Bem Viver Boa Mesa - págs. 18 e 19
Bem Viver Boa Mesa - págs. 20 e 21
Bem Viver Boa Mesa - págs. 22 e 23
Bem Viver Boa Mesa - págs. 24 e 25

Índice de Receitas de Sopa:

Creme Rico de Tomate
Caldo Branco
Consommé de Galinha
Sopa de Rabo de Boi
Panada
Creme de Espargos
Sopa Rica
Puré de Tomate
Creme de Espinafres

Índice de Receitas de Peixe:

Pudim de Pescada com Molho de Alcaparras
Peixe à Polaca
Salmão Fingido
Pregado Cozido com Molho Mousseline
Filetes de Linguado à Moda da Normandia
Paté de Atum
Bouillabaisse
Sardinhas Picantes
Robalo em Geleia

Índice de Receitas de Carnes

Paté Caseiro
Boeuf à La Mode
Vitela Marengo
Bifes à Escondidinho
Tournedos
Rim com Molho Madeira
Bifes a Cavalo

Índice de Mariscos e Crustáceos

Lagosta à Americana
Conchas de Mariscos
Lagosta com Natas
Lagosta Thermidor
Cocktail de Camarões
Bolo de Camarões
Mexilhões à Francesa
Santola Recheada


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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Brevíssima história do gelado em Portugal


"Uma breve curiosidade da história dos gelados...
Começam a fazer parte das sobremesas da corte Portuguesa desde meados do século XVIII. Primeiro em Itália e França, e depois rapidamente este saboroso costume se passou a Portugal. E como ter gelo em Lisboa em pleno Verão, época em que os gelados sabiam melhor?

O fabrico do gelado começava muito antes, no Inverno, na Serra da Lousã, em Cabeço do Pereiro ou Santo António da Neve. Após os grandes nevões, a neve era transportada pelas mulheres e crianças até aos neveiros (poços fundos e cobertos) onde era depositada e compactada com maços até se tornar gelo. Coberto com palha, aguentava-se assim até ao Verão, quando era cortado em blocos, envolvido em palha e transportado em carros de bois até ao Rio Zêzere, descendo depois de barco a caminho do Tejo e até ao Terreiro do Paço. 

Depois de preparados, poderiam ter vários sabores e várias apresentações, desde taças a lindos moldes figurativos. Um pequeno luxo que só poucos poderiam saborear, mas que seria o sustento de muitas famílias da Lousã."

Esta gravura maravilhosa e o texto, que é delicioso (ou não estivéssemos a falar de gelados) foram retirados de uma das melhores página de Facebook, chamada Old Manor Memories. Memórias da Casa Antiga, da autoria de Ana Motta Veiga, arquitecta, investigadora e "expert" de Conservação e Restauração, nomeadamente reabilitação patrimonial. A página Old Manor Memories. Memorias da Casa Antiga é surpreendente no conteúdo, nas fotos/desenhos, nos textos. Ali tudo "cheira" a casa, a história, a família (na sua vertente alargada). Como nos diz Ana Motta Veiga, são "memórias de um quotidiano doméstico". É imperdível.