sexta-feira, 9 de outubro de 2015
Menús de Outrora - Um "Lunche" de Casamento
Menú do "Lunche" de casamento de D. Maria Elisa de Almeida Carvalhas com Dr. Abílio Rodrigues da Silva Tavares, no dia 14 de Maio de 1949, em São Pedro do Sul. Banquete servido pela famosa confeitaria Horta, de Viseu. Uma vez mais, os doces são reis e senhores do menú.
Pão de Figo
Doces e Gelados de Café, Edição da Divisão de Propaganda da Junta de Exportação do Café
[Ministérios do Ultramar e da Economia], Oficinas Gráficas da Papelaria Fernandes, 1960 - pág.22
Pão de Figo
400 gramas de figos passados; 100 gramas de amêndoas; 50 gramas de margarina; 200 gramas de açúcar; 6 ovos; 50 gramas de farinha; 1 cálice de café bem forte; 1 cálice de rum.
Mergulham-se os figos passados num banho de água muito quente, durante um quarto de hora. Retiram-se do banho e enxugam-se. Limpam-se de fundos e de pé e passam-se pela máquina de picados. É preciso que estejam bem secos antes de serem moídos. Se for necessário devem secar-se no forno sem os deixar torrar, o que lhes roubaria o gosto. Bate-se a margarina derretida em banho-maria com o açúcar, depois as gemas e por fim a massa de figo. Finalmente, metade das claras batidas em castelo bem firme. Misturam-se então as amêndoas peladas e partidas à tesoura, o café, o rum e por fim o resto das claras em castelo bem firme. Vai ao forno, em forma de bolo inglês, bem untada com margarina. Coze durante meia hora, pelo menos. Serve-se frio coberto com creme de chocolate enfeitado com amêndoas inteiras e metades de figos cristalizados a que se tirou o açúcar por meio dum banho morno. Deve servir-se como lanche, nunca como sobremesa de jantar dado o seu poder alimentício. O pão de figo, se for coberto de chocolate apenas derretido, pode durar semanas sem se estragar, o que é óptimo especialmente para merendas ou pequeno almoço das crianças. Cortado em fatias e servido com chantilly ou compota é também muito bom.
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
Menús de Outrora
Almoço em Honra de Sua Excelência o Presidente da República (Américo Thomaz) e a Senhora D. Gertrudes Rodrigues Thomaz - Santa Comba Dão - 27 de Abril de 1965.
Pudim de Vinho Fino
Pudim de Vinho Fino
Leva-se a ponto de fio 250 de açúcar.
Deixa-se esfriar um pouco e mistura-se-lhe 8 gemas e 1 clara, previamente batidas e 1 cálice de vinho do Porto e 1 colher (de café) de canela. Coze em banho-maria, em forma barrada de açúcar queimado.
sábado, 3 de outubro de 2015
Bolachinhas
Comércio do Porto, 05 de Abril de 1936
Bolachinhas
Tomem-se 750 grs. de açúcar, derretam-se em água suficiente para em seguida o levar ao lume onde ferve, ficando em ponto muito brando. Seguida deixe-se arrefecer um pouco.
Numa vasilha bem seca deitem-se 2 quilos de farinha flor, abra-se um buraco no centro onde se põem 125 grs, de manteiga deitando sobre ela a calda de açúcar morna para a derreter. Depois a pouco e pouco vai-se envolvendo a farinha com a calda até se obter uma massa muito macia e perfeitamente ligada.
Trabalhe-se esta massa muito bem e por fim ponha-se sobre uma tábua de estender, corte-se em bocados que se estendem com o rolo até ficarem da espessura de papel, cortando-a em seguida com o corta-massa, dando-lhe o feitio que se quiser. Os bocadinhos cortados, que formam as bolachas levam-se ao forno a cozer em tabuleiros polvilhados de farinha.
Menús de Outrora
Inicio hoje a publicação de alguns menús que encontrei enquanto "vasculhava" as gavetas de casa dos Avós. São de eventos para os quais o meu Avô terá sido convidado enquanto Governador Civil de Viseu ou enquanto Deputado na Assembleia Nacional.
São sempre um caso de estudo interessante, pois mostram a "tendência" da cozinha na época e permitem-nos perceber o que caiu em desuso e que pratos foram permanecendo nas ementas, alguns até aos dias de hoje.
Espero que gostem. E partilhem...
Banquete de Homenagem a Sua Excelência o Senhor Ministro da Saúde e Assistência (na altura seria Henrique de Miranda Vasconcelos Martins de Carvalho) - Oliveira do Conde, 01 de Novembro de 1958 - Integrado na Inauguração da Fundação Comendador José Nunes Martins.
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Sobremesa da Maria Feliciana
O Vinho do Porto na Culinária. Grémio dos Exportadores de Vinho do Porto - 1962
Sobremesa da Maria Feliciana
Cortar Pão de Ló às fatias, colocar umas sobre as outras, em colunas, deixando um espaço pequeno entre elas e regar bem com Vinho do Porto de forma a ficarem embebidas. À parte prepara-se um creme delgado que se deita sobre o Pão de Ló.
Levar ao forno a doirar.
O Vinho do Porto na Culinária
Nada como começar a abrir as gavetas de casa dos avós e aparecerem surpresas destas. Um pequeno mas bonito livro intitulado O Vinho do Porto na Culinária, numa edição do Grémio dos Exportadores do Vinho do Porto - 1962, impresso na Tipografia Rocha de Vila Nova de Gaia.
Esperam-se muitas e boas receitas com o travo inconfundível deste verdadeiro néctar dos Deuses.
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
Bolo de Noiva - outra receita
Laura Santos, A Mulher na Sala e na Cozinha, Editorial Lavores,
11. Edição, s.d., pág.217
Bolo de Noiva
Num alguidar não muito pequeno batem-se 500 gramas de açúcar com 450 gramas de manteiga, até ficar um creme; vão-se juntando, uma a uma, doze gemas de ovos.
Envolvem-se muito bem 500 gramas de farinha com 100 gramas de coco ralado, uma colher de sopa de fermento, 200 gramas de cidrão cortado aos bocadinhos, 200 gramas de nozes, 200 gramas de passas de corinto, raspa de limão e uma colherzinha de canela, três cálices de vinho do Porto e três de conhaque.
Junta-se tudo à massa já batida e a seguir as doze claras batidas em castelo.
Enchem-se, com esta massa, três formas redondas, da mesma altura mas de diâmetros diferentes, untadas de manteiga.
Levam-se a cozer em forno regular; estando cozidas as três partes, desenformam-se, colocando a de maior diâmetro em baixo, barrada de creme de ovos.
Sobre esta a de tamanho médio, igualmente barrada de creme de ovos.
Por fim, coloca-se a mais pequena.
Barra-se todo o bolo com glacê branco, enfeitando-o com confeitos prateados e, no cimo, com um ramo de flor de laranjeira.
É conveniente fazer este bolo com dois ou três dias de antecedência.
terça-feira, 8 de setembro de 2015
Creme Arte Nova
Livro de Ouro das Famílias, receita nº 1683, pág. 324-325
Creme Arte Nova
A meio litro de leite junta-se doze folhas de pessegueiro, açúcar e pouco mel, e ferve-se durante cinco minutos; deixa-se amornar, adiciona-se 12 gemas de ovos bem batidos, mexe-se tudo bem, passa-se por peneira e deita-se em tigelinhas. Coze-se em banho-maria dentro do forno até corar. A água do banho não deve exceder meia altura das tigelinhas para evitar que entre nelas quando ferver. Não havendo folhas de pessegueiro emprega-se baunilha.
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