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sexta-feira, 30 de junho de 2017

Bolo de um ovo só - Fotoreportagem

 Batido que seja um ovo muito bem, juntam-se 250 gramas de açúcar

  uma chávena de leite

 uma colher das de chá de soda [eu não pus... troquei por uma de fermento]
e outras de sopa de boa manteiga derretida

 bate-se até enfolar, e juntam-se 250 gramas de farinha de trigo

  tornando a bater por um quarto de hora.
Vai ao forno em lata untada de manteiga [e pão ralado].


Et voilá... um belíssimo bolo de um ovo só para um chá, que permite as mais variadas adaptações: pode ser coberto ou recheado com compotas, chocolate, geleia, chantilly, etc etc.
Muito simples de fazer e fica muito bonito. É um bolo fofo, embora massudo. Vale imenso a pena experimentar.
Eu não coloquei a colher de soda que dita a receita, substituindo-a por uma de fermento em pó... e sim, bati um quarto de hora a massa.
Espero que gostem... espero as vossas reacções.

Veja a receita original AQUI.

Bolo de um ovo só

Thesouro de Cosinha - Colecção de Manuaes Modernos
por Jorge Cavalheiro, Imprensa Nacional, Porto, 1928, pág. 47
 
Bolo de Um Ovo Só
 
Batido que seja um ovo muito bem, juntam-se 250 gramas de açúcar, uma chávena de leite, uma colher das de chá de soda e outras de sopa de boa manteiga derretida, bate-se até enfolar, e juntam-se 250 gramas de farinha de trigo tornando a bater por um quarto de hora. Vai ao forno em lata untada de manteiga.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Bispos (em dia de São Pedro, o primeiro Bispo de Roma)

Thesouro de Cosinha - Colecção de Manuaes Modernos
por Jorge Cavalheiro, Imprensa Nacional, Porto, 1928, págs. 45 e 46
Bispos

250 gramas de açúcar em ponto de pasta, 7 gemas e 1 clara. Batem-se com uma colher de farinha e um pouco de canela, juntando-se-lhe o açúcar quase frio. Bate-se tudo muito bem e deita-se em latinhas untadas de manteiga, que vão ao forno.

terça-feira, 21 de março de 2017

Compota de Pêras (ainda a propósito do Hotel Saint Nicholas)

 
Thesouro de Cosinha - Colecção de Manuaes Modernos
por Jorge Cavalheiro, Imprensa Nacional, Porto, 1928, págs.52 e 53
Compota de Pêras

Tomam-se 7 ou 8 pêras que se descascam, tendo o cuidado de não lhes tirar os pés. À medida que se vão descascando põem-se numa vasilha com água fria. Leva-se a fogo brando um quarto de quilo de açúcar até que derreta, e logo que esteja completamente derretido acrescenta-se-lhe um pouco de água. Deitam-se aí as pêras com sumo de limão para que conservem a sua côr e deixam-se cozer; cozidas, deitam-se numa compoteira tendo o cuidado de as cortar um pouco na base para ficarem direitas. Leva-se então a calda a lume forte e reduz-se. Deita-se sobre as pêras e servem-se. Querendo que as pêras fiquem vermelhas preparam-se numa caçarola de cobre estanhado e não se lhes junta o sumo de limão.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Correspondência Política do Conde de Margaride... e o famoso Pão de Ló de Margaride.


O meu amigo Abel Rodrigues acaba de lançar este livro, com a chancela da Alêtheia Editores, sobre a correspondência política do Conde de Margaride. O Abel fez o estudo introdutório, a leitura e as notas da correspondência e outro amigo, o Prof. Paulo Jorge Fernandes, escreveu o prefácio. 

É uma obra que reúne um conjunto de 270 documentos, produzidos entre 1872 e 1908. Trata-se essencialmente de correspondência trocada com diferentes figuras do mundo da política e da sociedade portuguesa da época, mas também os discursos proferidos na Câmara dos Pares por Luís Cardoso Martins.
O acervo documental é oriundo da Casa do Carmo, em Guimarães.
No prefácio pode ler-se que «a correspondência de Luís Cardoso Martins deve ser valorizada por nos revelar de forma pessoal as opiniões e as sensibilidades das grandes personagens da política nacional e da região norte acerca de algumas das mais significativas questões debatidas na época. A herança que o arquivo da Casa do Carmo abrigava pode, finalmente, ser usufruída por todos, tanto pelos curiosos da vida local como pelos interessados na trama política nacional».
A edição tem o apoio da Câmara Municipal de Guimarães. - retirado da página de Facebook do Abel Rodrigues.

E porque é impossível falar-se de Margaride (mesmo que sejam Margarides diferentes) sem nos vir à cabeça - e à boca - o sabor do espectacular Pão-de-Ló de Margaride, aqui vai a sua receita para, quem sabe, acompanhar a leitura deste livro.


Thesouro de Cosinha - Colecção de Manuaes Modernos
por Jorge Cavalheiro, Imprensa Nacional, Porto, 1928, págs.58 e 59


Pão de Ló de Margaride

Quatro ovos, o peso dos mesmos de açúcar, e a metade em farinha de batata ou de trigo, muito fina. Bate-se muito bem o açúcar com as gemas, deitam-se depois as claras batidas em castelo. Estando isto bem ligado, junta-se pouco a pouco a farinha, batendo bem por algum tempo, depois da mistura feita, até ficar a massa muito fina.
Deita-se em forma untada com bastante manteiga e mete-se logo no forno, onde cresce muito. Estando bem cozido, tira-se da forma e, com uma faca muito afiada corta-se horizontalmente em uma, duas ou três partes, como se quiser. Estas fatias barram-se como em recheio de ovos moles e unem-se novamente muito bem. Bate-se com uma faca uma clara com bastante açúcar e sumo de limão; e com esta pasta se cobre todo o bolo dissimulando bem os cortes. O recheio pode ser de creme de chocolate, ou ainda de doce de fruta; mas o de ovos moles é o que em rigor lhe pertence.
Querendo o pão de ló simples, sem recheio, forra-se a forma com papel vegetal, dando sobre este a manteiga e não se cobre com o açúcar e clara.

E porque o saber não ocupa lugar, vamos ver o que nos dizem Ana Marques Pereira e Maria da Graça Pericão, no livro de vocabulário gastronómico Do Comer e do Falar... Tudo vai do começar, sobre o Pão de Ló (no geral):

- Pão de Ló: Bolo fofo feito com gemas, farinha, açúcar e claras em castelo; existem em Portugal várias receitas que correspondem a diferentes tipos de pão de ló considerados tradicionais das várias zonas, como os de Alfeizerão, Alpedrinha, Arouca, Aveiro, Braga, Évora, Feira, Figueiró dos Vinhos, Lafões, Margaride (Felgueiras), Ovar, Penafiel e Viseu. Foi levado pelos portugueses para vários locais do mundo incluindo o Japão, no século XVI, onde a receita foi adoptada passando a designar-se Kasutera (de Castela). Bolo de Saboya (arc.) é uma das designações do Pão de Ló.
 

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Rabanadas à (H)espanhola

Thesouro de Cosinha - Colecção de Manuaes Modernos
por Jorge Cavalheiro, Imprensa Nacional, Porto, 1928, pág.63
Rabanadas à (H)espanhola
Este saboroso doce, com que se classifica o Natal, e sem o qual não há festas completas do Deus-Menino, obtém-se da forma seguinte:
Pão de fôrma, escolhido, de padaria afamada; vinho bom, branco; açúcar refinado; ovos; azeite; manteiga; açúcar pilado.
Forma de Cozinhar: - Posto o pão em fatias, colocam-se estas a abeberar em vinho branco com açúcar; em seguida mergulham-se em ovos batidos por algum tempo.
Vão ao lume sobre azeite fino com manteiga, bem fervido; deixam-se frigir bem.
Completando a receita: - Escorrem-se e polvilham-se com açúcar pilado ou regam-se com calda.
  

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Lamberetes

Thesouro de Cosinha - Colecção de Manuaes Modernos
por Jorge Cavalheiro, Imprensa Nacional, Porto, 1928, pág.55
 
Lamberetes
 
Tomem-se seis ovos e separem-se as gemas das claras, batendo cada qual à parte. As claras devem ser batidas até ficar em espuma seca. Quando estas assim estiverem, junte-lhes as seis gemas, seis colheres de açúcar refinado e seis colheres de farinha flor muito bem peneirada. Mistura-se tudo muito até fazer pasta homogénea e distribuia depois a massa sobre papel com a forma dos lamberetes. Vai ao forno branco para secar e cozer.
 
 

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Pastéis de Nata

Thesouro de Cosinha - Colecção de Manuaes Modernos
por Jorge Cavalheiro, Imprensa Nacional, Porto, 1928, pág. 60


Pastéis de Nata

Prepara-se uma porção de massa folhada e estende-se convenientemente até ficar na grossura de dois centavos, pouco mais ou menos. Em seguida corta-se em rodas e guarnecem-se com elas pequenas formas de lata, untadas com manteiga, ficando assim prontas as caixinhas dos pasteis. Para o recheio tomam-se três decilitros de nata de leite, 100 gramas de açúcar e seis gemas de ovos; mistura-se tudo e põe-se ao lume. Logo que ferva deita-se a massa obtida nas caixinhas e metem-se os pastéis no forno para cozer.
Servem-se polvilhados com canela e açúcar.

Existe outra receita, talvez mais aldrabada embora também muito boa - que já a fiz muitas vezes -, de Pastéis de Nata. veja-a aqui. Se preferir ou quiser comparar, temos também uma receita de Pastéis de Belém que é óptima. Veja-a aqui.

Thesouro de Cosinha, por Jorge Cavalheiro (cozinheiro-chefe do antigo Hotel Universal)


E mais uma notável aquisição para a biblioteca do blog As Receitas da Avó Helena e da Avó Eduarda.
Trata-se de Thesouro de Cosinha - Colecção de Manuaes Modernos - por Jorge Cavalheiro, Imprensa Nacional, Porto, 1928.
O que me chamou a atenção para este livro foi o facto de o autor ter sido, como indicado na capa, "Cosinheiro-Chefe do antigo Hotel Universal). E logo no inicio do livro é referido: "Todas as receitas aqui publicadas foram experimentadas com o maior êxito, sendo, portanto, de resultado seguro." Talvez possamos imaginar que estas seriam as receitas mais utilizadas ou pedidas no restaurante do Hotel Universal.

Vai ser um delicia publicar aqui algumas da suas receitas.

E, a título de curiosidade, aqui ficam algumas imagens do que era o antigo Hotel Universal onde Jorge Cavalheiro terá estado então a exercer o cargo de cozinheiro-chefe. Mais tarde, pelas pesquisas que fiz, este hotel terá passado - pelo menos o nome - para a Avenida dos Aliados (em 1947). Tudo, claro, na cidade do Porto.

Espero não ter dito muitos asneiras... os amigos do Porto que queiram dar mais achegas, sintam-se à vontade. Só posso agradecer.




(postal de 1907)