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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Sopros

Portugal Feminino, nº 46, Novembro de 1933.
Sopros

2 chávenas de farinha
3 colheres de chá de pó Royal [fermento]
1 colher de sopa de açúcar
2 ovos
1 colher de sopa de manteiga
1 e 1/2 chávena de leite
Sal que baste.

Começa-se por peneirar os três primeiros ingredientes e a eles junta-se o leite, a manteiga derretida e os ovos bem batidos, misturando-se tudo. Untam-se as forminhas e põem-se duas colheres de sopa da mistura em cada; dará para dezasseis bolinhos.
Cozem 20 a 25 minutos em forno moderado.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Bolachas Deliciosas

Portugal Feminino, nº 20, Setembro de 1931.
Bolachas Deliciosas

Junta-se 280 gramas de farinha, 150 gramas de açúcar, 80 de manteiga, 2 colheres de chá de fermento inglês e 2 ovos. Trabalha-se pouco a massa. Estende-se com o rolo e cortam-se em rodelas, que vão ao forno em tabuleiro untado de manteiga. Depois de cozidas, deixam-se esfriar. Cobrem-se depois com qualquer geleia, e, por último, passam-se por açúcar cristalizado.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Biscoitos de Lamego

Portugal Feminino, nº 47, Dezembro de 1933.
Biscoitos de Lamego

Manteiga - 250 grs.
Gemas de ovo - 10
Claras - 4
Farinha de Trigo . 100 grs.
Açúcar - 500 grs.

Batem-se as gemas e as claras com o açúcar, juntando depois a manteiga e a farinha; amassa-se tudo bem, para unir, batendo depois a massa sobre uma tábua. Tendem-se depois os biscoitos, formando grades que se armam nos próprios tabuleiros untados com manteiga.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Pudim de Pão à Brasileira, de Madame Z

Portugal Feminino, nº 12, Janeiro de 1931, pág. 37

Pudim de Pão à Brasileira

Ralam-se 250 gramas de pão, que deve ser meio duro, põe-se de molho em 3 decilitros de leite e deixa-se aboborar; em estando bem macio e desfeito, juntam-se 5 gramas [aqui é nitidamente um erro, devendo ser '5 gemas'] e uma clara, 180 gramas de açúcar, 50 gramas de manteiga derretida, meia colher de canela em pó, casca de limão ralada, e uma porção de passas de Corinto. Mexe-se tudo isto até que fique muito bem misturado e ligado como um polme grosso; unta-se uma forma com manteiga e deita-se esta massa na forma. Vai a lume que não esteja muito forte, cobre-se a forma com um papel, para se não queimar o pudim e em estando cozido e corado por cima, tira-se do forno. É conveniente deixá-lo arrefecer para se desenformar com mais facilidade. Conhece-se quando o pudim está cozido, metendo-se-lhe um palito. Se o palito vier seco, está pronto.
Madame Z

terça-feira, 18 de julho de 2017

Sopa Cluny

Portugal Feminino n. 17 Junho de 1931, pág. 29

Sopa Cluny

Tomam-se duas cebolas, picam-se e refogam-se com banha ou manteiga. Quando a cebola está loura, deita-se-lhe água a ferver, tempera-se de sal e pimenta. Ferve um pouco.
Batem-se duas ou três gemas (conforme a quantidade de pessoas) e deita-se no caldo depois de o ter passado pelo passador, indo ao lume e mexendo sempre.
Cortam-se pequeninos quadrados de pão torrado e deitam-se no caldo juntamente com o uma colher de manteiga de vaca.

Maçã Frita e Tiras de Laranja

Portugal Feminino n. 17 Junho de 1931, pág. 29

Maçã Frita

Desfaz-se um pouco de farinha em água mole até ficar num polme grosso.
Junta-se 1 clara de ovo bem batida e 3 pingos de azeite e torna-se a bater.
As maçãs cortam-se em fatias. Molham-se em rum, cognac ou mesmo aguardente.
Depois passam-se pelo polme, fritam-se em banha ou azeite e polvilham-se com canela.

Tiras de Laranja

Parte-se a casca das laranjas às tiras. Põem-se de molho durante três dias em água. Pesa-se depois tanto de cascas como de açúcar e põe-se ao lume a ferver.
Em estando em ponto, tiram-se para fora e passam-se por açúcar cristalizado.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Pastéis de Ovos

Portugal Feminino, n. 47 Dezembro de 1933

Pastéis de Ovos

350 grs. de açúcar; meio litro de leite; 5 gemas de ovos; 1 colher de sobremesa de sumo de limão.
Leva-se ao lume o leite com o açúcar e, logo que comece a ferver, junta-se-lhe o sumo dum limão. Deixa-se arrefecer, adicionam-se as gemas e põe-se ao lume a cozer. Prepara-se, em seguida, uma massa, da seguinte maneira: Amassa-se um pouco de farinha, açúcar, manteiga e água. Estende-se muito fina e forram-se formas lisas, fazendo com os dedos uns bicos. Vão ao forno a cozer. Logo que a massa se despegue das latas, estão prontos. Enchem-se com o doce de ovos e tornam a ir ao forno, para secarem.

domingo, 14 de maio de 2017

Sopa de Creme de Espinafres

Portugal Feminino, n. 41 Junho de 1933

Sopa de Creme de Espinafres

Lavam-se muito bem os espinafres e põem-se numa caçarola com água a ferver durante 10 minutos. Logo que estejam cozidos, escorrem-se, pisam-se, e passam-se pela peneira. Numa caçarola à parte, deitam-se 100 gramas de manteiga e cebola picada muito miudinha, deixando refogar durante 5 minutos e passando por um coador muito fino. Mistura-se no puré juntamente com leite, tempera-se de sal e pimenta, mexendo até ferver, deixando que a fervura dure 1 hora. Mistura-se-lhe mais manteiga na ocasião de servir e guarnece-se com pão frito.

Como nasceu o molho de "Mayonnaise"

Portugal Feminino n. 21 Outubro de 1931

Como nasceu o molho de "Mayonnaise"

Foi inventado pelo cozinheiro do duque de Richelieu, quando este comandava os exércitos de Luís XV, no cerco de Port-Mahon. A cidade estava prestes a ser tomada. Haveria banquete de gala. Era preciso inventar um molho fresco, que se fizesse rapidamente... Ovos, azeite, vinagre, uma colher para mexer... e estava inventado o molho de "mayonnaise", palavra esta que muitos dizem ser uma deturpação de "bayonnaise", ou molho de Bayonne, muito diferente do molho à "béarnaise" ou do Béarn.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Crepes

Portugal Feminino, Ano II, nº 26, Março de 1932

 Crepes


125 grs. de farinha, 3 grs. de sal, 8 grs. de açúcar, 2 ovos inteiros; desfaz-se tudo em meio litro de leite, e passa-se pela peneira. Em seguida, deitam-se 150 grs. de manteiga derretida, meio cálice de licor de flôr de laranja e mexe-se bem.
Unta-se com muito pouca manteiga uma frigideira pequena, leva-se ao lume e deita-se-lhe dentro duas colheres de sopa desta massa; deixa-se cozer dum lado e volta-se do outro.
Depois de prontos, podem rechear-se com doce ou servir sós, polvilhados com açúcar e canela. 

domingo, 6 de novembro de 2016

Como preparar um bom chá? O Portugal Feminino responde...

 Portugal Feminino, Ano II, nº 23, Dezembro de 1931

Processo clássico de fazer chá

Há quem julgue que fazer chá é deitar água a ferver sobre as folhas, e nada mais. Ora há um processo clássico, rigoroso, que produz uma bebida cem vezes mais agradável.
Não se deve empregar nem água quente nem água fervida, mas sim água que está fervendo há alguns segundos.
Nos sítios, como Lisboa, onde a água não é de confiança, deve, portanto, escolher-se uma água de mesa, pura, para assim evitar o inconveniente de se beber sem ela ter sofrido os necessários vinte minutos de ebulição. Antes de deitar a água na chaleira, deita-se nesta um pouco de água quente que só se tira no momento em que nela se deita o chá, na proporção duma colherzinha por cada chávena. Em seguida, vaza-se a água fervente por três vezes: primeiro, uma pequena quantidade (correspondente a três cálices de licor) só destinada a humedecer e fazer inchar as folhas; meio minuto depois, mais água, que não exceda metade do recipiente; três ou quatro minutos mais tarde, última parte de água. O chá deve ser servido imediatamente, mas se não puder ser, tiram-se logo as folhas, para que estas não larguem o tanino. O chá passará para outro recipiente e, antes de ser servido, aquece-se a uma chama de álcool, tendo o cuidado de nunca se tornar a fervê-lo. Observando rigorosamente este preceito, a leitora obterá um cházinho capaz de fazer inveja a um mandarim...
 

Portugal Feminino, Ano IV, nº 42, Julho de 1933

Preparação dum bom chá

O chá é uma infusão que, para ser agradável e inofensiva deve ser preparada convenientemente. O processo "russo" é o melhor. Deita-se na chaleira água a ferver, que se vaza fora, daí a momentos; deitam-se, depois, tantas colheres (das de café) de chá preto, quantas são as chávenas, e ainda mais uma, "para a chaleira". Sobre o chá, vaza-se água a ferver (duas vezes menos água do que a necessária para encher as taças). Deixa-se ficar em infusão durante uns 5 a 10 minutos, sobre água a ferver. O chá assim preparado não é para ser bebido puro, mas servirá de extracto. Vaza-se nas taças até um terço destas, que se acabam de encher com água a ferver. Este processo é o que permite obter o chá mais louro e perfumado. Na Rússia não se adoça o chá directamente; bebe-se trincando um torrão de açúcar. O chá assim preparado é uma bebida excelente, que aquece, que provoca leve excitação das células nervosas e activa a digestão. O chá contém, principalmente, cafeína, tanino (donde tira as suas qualidades de contra-veneno), ácidos, sais, um óleo volátil e matérias coradas.

Alguns bolos aqui do blog para acompanharem o Chá:

- Bolo para o chá 
- Bolos de Limão para chá 
- Bolo de Damas para chá 
- Pãesinhos para chá

Companhia Portugueza do Chá - Vieira & Pinto Importação e Comércio de Chá

E porque falamos em chá, não podia deixar de falar de uma maravilhosa casa que existe em Lisboa - A Companhia Portugueza do Chá - Vieira & Pinto Importação e Comércio de Chá - liderada pelo simpático, atencioso, estudioso e excelente fazedor de chá, Sebastian Filgueiras. É uma casa em constante transformação, onde a tradição e a inovação se conjugam num espaço único de beleza, despertando os sentidos e convidando-nos à paz e harmonia, entre bules e folhas de chá, entre biscoitos e compotas, entre dois dedos de conversa e os tesouros que guardam. 
Visitem este casa e garanto-vos que não se arrependerão.
(P.S. - Isto não é publicidade, é partilha de coisas genuínas e verdadeiramente únicas, que vão faltando em Lisboa.)

Morada: Rua do Poço dos Negros, 123. 1200-337 Lisboa

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Receitas de Doces de Ovos (Pingos de Tocha, Fios de Ovos, Ovos Moles de Aveiro, Queijinhos de Ovos, Fatias de Ovos)

Portugal Feminino, Ano III, nº 43, Agosto de 1933


Pingos de Tocha

10 gemas de ovos
325 gramas de açúcar
1 1/2 [um e meio] decilitro de água
Fazem-se ovos em fio e colocam-se os fios em grupos separados num arame sobre um tabuleiro. Faz-se uma calda em espadana bem forte e com uma colher vai-se deitando açúcar sobre os ovos de maneira a ficarem com a forma comprida. Deixam-se arrefecer.

Fios de Ovos

7 gemas de ovos
1 clara
250 gramas de açúcar
Água que baste
Separam-se as gemas das claras, juntando-lhe uma clara desfeita com os dedos. Passam-se as gemas por uma peneira. Numa caçarola deita-se um litro de xarope, para que ferva em cachão. À medida que o açúcar vai estando em ponto, deitam-se pouco a pouco as gemas, passadas por um funil fino, enrolando-se em meada. Tiram-se com uma escumadeira, ficando a escorrer em cima duma peneira.

Ovos Moles de Aveiro

12 gemas de ovos
250 gramas de açúcar
1 decilitro de água
Canela que baste
Junta-se o açúcar com a água, leva-se ao lume e deixa-se ferver até estar em ponto de pasta. 
Deixa-se arrefecer um pouco e juntam-se as gemas, levemente mexidas com canela. Leva-se de novo ao lume, mexendo sempre. Logo que estejam consistentes, deitam-se onde se desejem servir.

Queijinhos de Ovos

125 gramas de açúcar
6 gemas de ovos
35 gramas de amêndoa ralada
Leva-se o açúcar a ponto alto e juntam-se as amêndoas. Misturam-se os ovos. Cortam-se hóstias redondas, forma-se queijinhos (uma hóstia por baixo, outra por cima) e vão a forno brando. Depois de frio, passam-se por açúcar em ponto.
Do mesmo modo se fazem peixes, conchas, flores, etc. bastando talhar a hóstia desse feitio.

Fatias de Ovos

Tomem-se 8 ovos (aproveitando-lhes apenas 5 claras). 500 gr. de açúcar, 1 litro de leite puro e um pouco de baunilha em pó. Mistura-se tudo bem, e metam-se na mistura fatias de pão, muito delgadas e torradas, embebidas em manteiga e polvilhadas de açúcar pelo lado que não ficar metido no líquido. Em seguida vão ao forno.