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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Doce de Castanhas

O Livro de Pantagruel, de Berta Rosa-Limpo, receita nº 1229, pág. 723


Doce de Castanhas

Castanhas cozidas e descascadas - um quilo
Açúcar pilé - 750 grs.
Baunilha (vagem) - uma

Escolhem-se castanhas muito grandes e sãs. Cozem-se em bastante água fervente, deixando-as inteiras e sem ficarem excessivamente cozidas. Em seguida, descascam-se com o máximo cuidado para que fiquem quanto possível inteiras.
Põe-se o açúcar ao lume com a água suficiente para o desfazer, junta-se-lhe a vagem de baunilha, mexe-se e deixa-se ferver até chegar ao ponto de fio. Deitam-se as castanhas e, depois de ferverem para absorverem um pouco de xarope, guardam-se em vasilhas.
Este doce é muito fino e tem o sabor dos "Marrons Glacés".
É necessário ter muita conta com o ponto de açúcar porque, se fica muito alto, depois de frio, cristaliza. Por isso, quando se quer conservar o doce deve empregar-se o mesmo peso de açúcar e de castanhas.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Josézinhos

O Livro de Pantagruel, de Berta Rosa-Limpo, receita nº 794, pág. 487
Josézinhos

Farinha de trigo - 250 grs.
Açúcar refinado - 250 grs.
Manteiga - 250 grs.
Ovos inteiros - cinco
Fermento em pó - uma colher de doce cheia
Aroma de limão ou de pó de baunilha - q.b.

Bate-se a manteiga com o açúcar até ficar em creme, e depois vão-se deitando os ovos, alternados com a farinha peneirada com o fermento, pouco a pouco, batendo sempre de cada vez que se fazem as misturas. No fim, torna a bater-se muito bem para ficar uma massa muito fina. Cozem-se em formas pequenas bem untadas com banha, e polvilhadas com um pouco de farinha.

(Formas com quatro centrímetros de diâmetro e seis de altura)

sexta-feira, 13 de março de 2015

Pudim Arco-Íris

O Livro de Pantagruel, de Berta Rosa-Limpo, receita nº 1053, pág. 621

Pudim Arco-Íris

Ovos completos - seis
Açúcar refinado - 200 grs.
Farinha de trigo - 20 grs.
Manteiga fresca - 40 grs.
Nata - quatro decilitros
Baunilha em pó - uma pitada
Raspa de casca de laranja - uma pitada
Frutas cristalizadas de várias cores - q.b.
Leite - q.b.

Batem-se as gemas e as claras com o açúcar o mais que se puder; juntam-se-lhes a farinha desfeita num poucochinho de leite frio (o suficiente para a desfazer), a manteiga amolecida ao calor da tampa de um tacho que tenha água a ferver, a nata, e os aromas. Bate-se tudo muito bem, e deita-se para uma forma que esteja preparada. Coze-se no forno em banho-maria. Depois de cozido volta-se para o prato onde se servir, e cobre-se o pudim com uma porção de frutas cristalizadas picadas. Devem escolher-se frutas de variadas cores para justificar o nome que se dá ao pudim.

N. B. - Se os ovos forem muito grandes é conveniente cozer o pudim numa forma um pouco maior.
(Forma com doze centrimetros de diâmetro e oito de altura).

Pantagruel da Avó Eduarda

 Capa e lombada d'O Livro de Pantagruel
Cozinha - Doçaria - Bebidas

 Assinatura da Avó
Maria Eduarda Athayde Sá e Mello Amaral Marques Teixeira
Local de compra: Coimbra
Data: 1 de Julho de 1948

 O número das receitas favoritas - Parte I

O número das receitas favoritas - Parte II
(Papel timbrado da Assembleia Nacional)

E eis que fiquei fiel depositário da grande biblia da cozinha: O Livro de Pantagruel, de Berta Rosa-Limpo. Este exemplar pertencia à minha Avó Eduarda. Estão profusamente marcadas as receitas mais utilizadas e apresenta ainda algumas receitas acrescentadas pela Avó, nos espaços em branco. No seu interior tem também diversos recortes de jornal e uma folha escrita em colunas com os números das receitas favoritas inseridas no Pantagruel. Estas escolhas estão em papel timbrado da Assembleia Nacional. Infelizmente, a Avó não seleccionou os seus doces favoritos. Cabe-me essa escolha.
O livro foi adquirido em Coimbra, um ano antes do nascimento do primeiro filho da minha Avó, o meu Tio João José.