sábado, 30 de março de 2019

CONTRA A MANIA DE CORTAREM OS BOLOS DE PASTELARIA AO MEIO



CONTRA A MANIA DE CORTAREM OS BOLOS DE PASTELARIA AO MEIO

Para: População Portuguesa em geral, frequentadores de pastelarias em particular.

Diga não à mania de cortarem os bolos de pastelaria ao meio, normalmente sem perguntarem e com uma faca nojenta multi-usos que é apenas limpa, após várias utilizações diversas, com um pano igualmente multi-usos, igualmente limpo após várias utilizações diversas. 
Esta mania, que cresceu em simultâneo com a muito brega e irritante moda de servirem um chá sem ser em bule - normalmente numa chávena deprimente com um não menos deprimente saco de chá para lá enfiado (quando este não vem preguiçosamente colocado ao lado da chávena) -, tem de acabar. 
Diga não ao seu croissant espalmado pela brutalidade dos empregados de café. Diga não ao desperdício de creme do seu jesuíta que fica agarrado na faca. Diga não à mistura de sabores. Nós não queremos um queque a saber a caracol ou um xadrez com pedaços de cocô de um pão de Deus. 
Pela dignidade dos bolos de pastelaria, assine esta petição.

quarta-feira, 27 de março de 2019

Bolos de Cabeça

 Sabores das Nossas Memória, Agrupamento Vertical de Escolas da Golegã, Azinhaga e Pombalinho,
1ª Ed., Junho de 2009, p. 76

Bolos de Cabeça

Ingredientes:

2 dl de azeite
1,5 kg de farinha de trigo
500 g de açúcar
2 ovos
50 g de manteiga
1 dl de leite
50 g de fermento de padeiro
Canela, sal e raspa da casca de limão, q.b.

Modo de confecção:

Num alguidar, deita-se o azeite a ferver sobre a farinha com uma pitada de sal e misture bem. Junta-se o açúcar, a canela, a raspa de limão, os ovos, a manteiga derretida e o fermento de padeiro dissolvido no leite ou água morna. Amassa-se bem até a massa estar rija mas elástica. Cobre-se o alguidar com um cobertor e deixe a levedar durante doze horas em local aquecido.
Moldam-se as bolas, torcem-se em forma de oito e vão a cozer ao forno. Se o forno for de lenha ficam muito melhores.

Sabores das Nossas Memórias

Sabores das Nossas Memória, Agrupamento Vertical de Escolas da Golegã, Azinhaga e Pombalinho,
1ª Ed., Junho de 2009

Num périplo cultural que realizei pelas terras de Alpiarça, Golegã e Constância, dei de caras com este livro na loja da Casa-Estúdio Carlos Relvas. Este género de compilações, mais que meritórias, registam num determinado momento aquilo que se pode considerar regional, típico ou tradicional. São livros sem pretensões, em que a população local tem um papel fundamental.
O livro conta com prefácio do Chef Silva e Filipa Vacondeus e divide o seu recheio em Sopas, Peixe, Açordas, Carne e Doces, com muitas muitas receitas de sabor antigo e popular (como o Café de Borra, a Tiborna, entre outros).
Foi uma bela compra... segue já a primeira receita.

quarta-feira, 20 de março de 2019

Bolo de Namorados, do Almanaque Lello para 1934

Almanaque Lello -1934 - pág. 207

Bolo de Namorados

Quantidades:
9 colheres de açúcar
9 ditas de farinha de trigo
3 colheres de sopa de manteiga
2 ovos
1 colherzinha de fermento
meia chávena de leite

Batem-se primeiro em castelo as duas claras, depois as gemas, às quais se junta em seguida o açúcar batido com a manteiga; deita-se a farinha e mexe-se bem; por último o leite e o fermento inglês. Torna-se a bater tudo com força. 
Barra-se bem uma forma redonda e põe-se o bolo a cozer em forno regular, cobrindo a forma com um papel, barrado com manteiga. 
Desenforma-se e deixa-se esfriar.
Corta-se atravessado em três partes iguais. Faz-se com 1/4 de litro de leite, uma colher de maizena, algum açúcar, baunilha, chocolate, duas gemas de ovo, um creme bem espesso e barra-se com ele a fatia de baixo, pela parte superior; a segunda da mesma forma, colocando por fim a última como tampa e cobrindo depois o bolo com o creme. 
Faz-se então com as claras batidas em neve, açúcar em pó e umas gotas de cognac, um glacé para efeitar por cima com um aparelho próprio. Guarnece-se o bolo a gosto de cada um.

terça-feira, 12 de março de 2019

Pudim de Côco


Pudim de Côco

Açúcar pilé 400 gr.
Côco ralado 250 gr.
Gemas de Ovos 6

Põe-se o açúcar ao lume com um pouco de água e deixa-se ferver até criar ponto quase de rebuçado. Tira-se e deita-se o côco e as gemas batidas. Vai ao forno a cozer em forma untada.

sábado, 9 de março de 2019

Morangos Romanov

Françoise Bernard, Receitas Fáceis Para Toda a Família, 
Livros do Brasil, Lisboa: 1994, p. 432

Morangos Romanov

1/2 kg de morangos
1 laranja
1 limão
3 colheres de sopa de licor curaçau
40 g. de açúcar (cerca de 2 colheres de sopa)

Lave cuidadosamente os morangos, mas não os deixe ficar dentro de água. Escorra bem. Retira-lhes os pés.

Disponha os morangos numa taça grande ou saladeira, regados com o licor de curaçau (ou qualquer outro licor de laranja), o sumo de 1 limão e de 1 laranja e as 2 colheres de açúcar. Deixe macerar durante 2 horas em local fresco. Coloque igualmente as natas na parte menos fria do frigorífico.

Chantilly

125 g. de natas
1 a 2 colheres de sopa de leite
1 pacote de açúcar baunilhado
1 cubo de gelo (facultativo)

Chantilly: Numa tigela muito fria, misture as natas com um pouco de leite frio até obter a consistência de um creme liquido. Adicione o açúcar baunilhado e, se possível, o cubo de gelo. Bata com uma vara, de preferência de hastes compridas, em ritmo bastante lento, de modo a incorporar o máximo de ar possível no creme. Assim que o creme batido se apresentar espumoso e se agarrar ao batedor, pare imediatamente de bater, para que o chantilly não se transforme em manteiga. Retire o cubo de gelo e conserve em local fresco.

O meu conselho: Mesmo sem chantilly, esta sobremesa é deliciosa. A mistura dos morangos-laranjas-limão é realmente surpreendente.

Françoise Bernard - Receitas Fáceis


O Françoise Bernard está para a França como a Francine Dupré ["alter-ego" de Maria de Lourdes Modesto] está para Portugal. Trabalhou para a Unilever, fez a apologia da margarina e escreveu muitos mas muitos livros, para além de imensos programas na televisão e na rádio. Um dos livros mais famosos, ainda hoje, é este Receitas Fáceis.
O verdadeiro nome de Françoise Bernard é Andrée Jonquoy, nascida a 2 de Março de 1921 e ainda viva.


É um livro simples, sem pretensões e com óptimas propostas. Encontra-se relativamente barato nas livrarias. Foi mais uma aquisição para a Biblioteca do Blog As Receitas da Avó Helena e da Eduarda.